16 de janeiro de 2022
* É advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: [email protected]
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Bosco Jackmonth

O Melô do Cara Coroa (2)

… ao final do artigo imediatamente anterior (1) se disse que farrista como passou a ser e elo da sociedade de consumo, o cara coroa acabou por descobrir uma casa noturna dessas que proliferam nos quatro cantos da periferia da cidade, passando a apresentar-se ali nas noites de show e danças de salão. Pronto! Ali pareceu-lhe que a felicidade ditava ritmos, cores, sons e sobretudo corpos femininos bonitos, com vestes generosamente sumárias, portando de uma extrema sensualidade. Então, descobre que andou perdendo um bom tempo na vida. Aí, do samba canção e do bolero do passado foi literalmente um pulo,

Historiando a história – 6

É possível, hoje, a utilização de recursos tecnológicos destinados a combater as calamidades naturais. Entretanto, logo prevaleceu a ideia de que tais recursos poderiam ser aplicados como armas militares, as chamadas armas meteorológicas. Para vencer a incredulidade, basta ler o número 50 da Military Review, uma publicação da Escola de comando e Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos. Observa-se, então, que as armas meteorológicas perderam a sua condição extraordinária e cederam lugar para as armas étnicas. Estas são destinadas a agredir a africanos, latino-americanos e asiáticos, sem afetarem os brancos norte-americanos ouuropeus, os chamados “caucasianos”.  A revista ilustra o texto

Historiando a história – 5

Então Kennedy expressou sua preocupação pela tendência esquerdista-comunista do movimento trabalhista no Brasil. Jango demonstrou aborrecimento do que ele taxou de “um problema extremamente exagerado”, pois segundo sua ótica “embora os comunistas pudessem ter uma participação exagerada na liderança trabalhista, ele estava confiante que poderia resolver qualquer problema que porventura surgisse.” O interlocutor, então, apressou-se a explicar quo comentário tinha sentido amistoso e que não se desejava absolutamente interferir na auto determinação do Brasil. Antes, contudo, havia acontecido a questão cubana e o Brasil, na reunião da OEA realizada em Punta del Este se portara inteiramente contrário às pretensões norte

Historiando a história – 4

Continuemos. Mr. Gordon e seus assessores, com o correr do tempo acabaram por acostumar-se a ouvir revelações semelhantes, liberando-os, portanto de terem que ficar surpreendidos honestamente, passando, então, a interpretar esse estado emocional com a maior perfeição, de resto, providência muito mais saudável para o desempenho cardiovascular.  Na verdade, também a CIA já havia dado início à temporada de caça às informações e concluíra que a história do conluio não era verdadeira e que Goulart embora se mostrasse amigo dos comunistas ele próprio e sim, apesar de sua inclinação política, era um incompetente, coisa, aliás, absolutamente verdadeira. Mais tarde, os

Historiando a história – III

Continuemos. No capítulo anterior (II) conclui-se afirmando que todo o acontecido deixou Mr.Gordon falando sozinho. Assim: “Estou absolutamente convencido de que a principal finalidade da revolução brasileira de 31 de março e 1º de abril de 1964 era preservar, e não destruir a democracia, e acredito que os acontecimentos a partir de então confirmam isso”. O diplomata aguentou depois disso, até o Ato Institucional nº 5. A partir daí ficou assinalado o abandono de toda a simulação legal de manutenção das instituições democráticas e restou a Mr.Gordon protestar contra o que lhe parecia então, mas só então, “uso arbitrário do

Historiando a história – II

Continuando. Não que tenhamos copiado tudo dos yankees. Copiamos um bocado, sim. Mas houve também de fato algumas coincidências. Por exemplo é o caso do badalado “cecê hípico” da lavra do super-herói Fantasma tido como ligadíssimo ao cheiro do cavalo Herói, deixando a noiva Narda de lado. Mais adiante quando o Presidente Figueiredo confessou gostar mais do cheiro de cavalos do que o das pessoas, isso não passou de casualidade sui general, aliás sui generis, foi batata. A propósito, se houvesse acentuado grupo de hípicocheiradores quitais, no duro a indústria de perfumaria já teria lançado o produto no mercado quem

Historiando a história – I

Pode-se reconhecer que persiste uma crise política no Governo Bolsonaro. Bom, mas até aí morreu o Neves. Crises políticas são mesmo da genética de alguns governos. A questão preocupante é que esta se agravou ao se converter nas suposições de uma crise militar, segundo manifestações partidas da burguesia de sempre que deu um salto e veio a campo expor-se.  Ái, ái, ái.  Olhando-se pelo retrovisor da história brota um temor tendo o passar do tempo como podendo ligar o passado ao presente, quando as tendências se perpetuam. Sim, isto é história, ou seja, já vimos este filme antes, aí por

Soltar papagaios uma prática global

É verão, o céu azul, poucas nuvens, um vento generoso. De repente lá em cima os papagaios flechando, trançando, quedando. Cá em baixo a molecada empinando, correndo a pegar os quedandos, ou a estender a linha, zero, um, dois zeros, ou finas até oito ou dezesseis, entre os postes lambuzando cerol e enrolando o fio nas maçarocas depois de secar. Pronto, eis mais um dia de botar papagaio, não sendo raro terminar em conflito, basta alguém traiçoeiramente “dar na mão” do outro que ainda não estava pronto pra trançar, ou mesmo um acidente com cerol o que tem sido coibido

Guarda de expressões nas audiências virtuais

Circula a prática, desde 20.04.20, nas audiências judiciais, que as manifestações dos presentes se faça de forma virtual, vedada a hipótese presencial mediante a oralidade, como se dava, tudo em função de prevenir os efeitos nefastos da pandemia causada pelo coronavirus (Covid-19), o novel agente contagiador levando a óbito milhões de pessoas em atividades de toda sorte, com o aglutinar de seres presentes em locais públicos de gêneros variados voltados a tais moldes. Questão notória. Nesse sentido deu-se determinação do Ministério da Saúde recomendando normas gerais em proteção das pessoas, pelo que, nesta conformidade, o Conselho Nacional de Justiça, por

As efêmeras altercações de Brasília

O imbróglio que tomou as atenções mostrou a composição de sempre quando do gênero. Os participantes, o tema de fundo, o enredo, os disparates, o final. De diferente, o Presidente Bolsonaro em entrevista mostrou seus dotes de versado no campo biomedicinal, a rigor, ao assegurar o diagnóstico de que o Brasil padece de um câncer que o está corroendo e que sabe como extirpá-lo. Mais não disse nem lhe foi perguntado … De concreto, temos aí um modelo de bate-boca, que não convém aqui rememorar, eis que divulgado à exaustão, mas que bem se prestaria para analisar os conflitos da

Do complexo de vira-latas (Conclusão)

Ufa! Finalmente chega-se ao fim desta série de artigos, cujo título algo bizarro foi inspirado em incontida alegria, manifestada por Nelson Rodrigues, por conta da gloriosa vitória do futebol brasileiro ao arrebatar a Copa do Mundo de 1958. O relato, denso, constou do “texto 1” imediatamente anterior a esta estação de escritos semanais.  E dali em diante foi só acúmulo de títulos, sem parar, um atrás do outro, daí porque se confirmou o dito do consagrado cronista ao sustentar efusivamente que acabara a nossa pecha de vira-latas, perante o Mundo. Permitiu-se a expressão escrita que elegeu a mais adequada, tomada

Complexo de vira-latas (Parte 2)

Não sei, não… sei, sim! Pelo futebol, desde 1958, esse suposto rótulo acima, da verve de Nelson Rodrigues, esfumaçou-se nas dobras do tempo, eis que somos mesmo o país do futebol a partir de então, de modo que se não temos o mesmo renome em algumas outras disputas modais, muito disso se prende à falta de apoio de quem deveria considerar que a reputação esportiva eleva um país perante o concerto mundial. Falta investimento, mas antes disso falta mesmo patriotismo, pra se dizer apenas isso, já que o fiel leitor desta estação de escritos semanais bem sabe o que queremos