30 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Caderno: Fazendo História

Novembro dos cinemas de bairro

Remexendo seus escritos antigos, o pesquisador das histórias dos cinemas de Manaus, Ed Lincon Barros descobriu que o mês de novembro foi pródigo para o surgimento dessas salas de diversão na cidade

83 anos do ícone dos cinemas

Se ainda estivesse em pé, o Cine Guarany teria completado, dia 6 passado, 83 anos de existência. De todas as salas de cinema que existiram no Centro de Manaus, mais de 20, desde o início do século até o ano 2000, o Guarany foi o mais icônico, ainda vivo, guardado nas lembranças de quem o conheceu e frequentou. O Odeon também foi demolido, o Polytheama e o Ipiranga mantiveram suas estruturas, mas hoje abrigam lojas tal qual o Avenida. As salas de Joaquim Marinho, estas, poucos sabem onde ficam, porém, o Guarany não foi esquecido por quem tem mais de

Brilhante, tradição e modernidade

A história de Vilson Santos Costa, o Coca, com a brincadeira de boi bumbá é antiga. Ele começou quando tinha doze anos de idade, e hoje se aproxima dos 70. “Meu interesse por essas brincadeiras juninas veio do meu pai, Edmilson Alves da Costa, maranhense, que morava na Praça 14 de Janeiro. Ele fundou a tribo dos Manaús e eu, ainda bem pequeno, ia na frente carregando o ‘Aladin’, espécie de lamparina que iluminava os caminhos dos brincantes. Naquela época a maioria dos bairros de Manaus praticamente não tinha energia elétrica e as ruas eram escuras, então ia um ‘Aladin’

Tira Prosa e a tradição do boi de rua

O bumbá Tira Prosa é o único boi de Manaus, atualmente com 76 anos completados em 13 de maio, que ‘morreu’, e como no auto do boi, voltou à vida, ressuscitado pelo pajé, no caso aqui, pelo apaixonado pelo boi da Boca do Emboca, Ronaldo Matos. O primeiro registro da brincadeira de boi, em Manaus, foi feito, em 1859, pelo médico e explorador alemão Robert Christian Barthold Avé-Lallemant. Depois disso, somente em 1925 surgem registros em jornais da época citando a ‘correria dos bumbás’, na Cachoeirinha, inclusive com Garantido, Caprichoso e Mina de Ouro. Existe até a história de que

Bumbás de Manaus e o Garanhão

Este ano, o Garanhão, um dos bumbás de Manaus que resiste ao tempo, completou 30 anos de existência e, se depender de seus criadores, continuará bailando por muito mais décadas ainda. Quem conta a história deste bumbá, lá da cidade alta, é o historiador e folclorista Raimundo Nonato Negrão Torres, que vivencia a história folclórica do bairro de Educandos desde que se entende por gente. Nonato nasceu na ilha de Terra Nova, município do Careiro da Várzea, mas com três anos de idade foi trazido por uma tia para morar no bairro. “O bairro do Educandos sempre foi um bairro

Cheias dos rios do Amazonas

O fenômeno se repete há séculos, talvez milhares de anos, e sempre atrai a atenção de curiosos

Heróis esquecidos

Dia 8 foi o Dia da Vitória. Dia em que a Alemanha se rendeu aos aliados, pondo fim à Segunda Guerra, na Europa. 457 militares brasileiros da FEB (Força Expedicionária Brasileira) morreram em campos da Itália. Dois eram amazonenses, Manoel Freitas Chagas (de Manaus), e Waldyr Paulino Pequeno de Melo (de Itacoatiara), além de Miguel de Souza Filho (acreano) e Sebastião Paulino de Lima (roraimense), que partiram daqui junto com o agrupamento do Amazonas. A data passou despercebida, como se tivesse sido em vão a ida de 25.334 mil (lista oficial) homens e mulheres arriscar a vida numa guerra. Mais

Vitória, início, meio e fim

Em 1º de maio de 1973 o cine Vitória engrossou a lista dos cinemas de Manaus que haviam fechado suas portas, ou estavam em vias de fazê-lo, como reflexo da popularização da televisão na cidade. A imensa sala do Vitória foi ficando vazia e, com pouco menos de 19 anos de existência, as projeções cinematográficas cessaram. “O Vitória colocou o Educandos entre os bairros que possuíam um cinema. Os outros foram a Cachoeirinha (Recreio Amazonense, Operário, Ipiranga); São Raimundo (Ideal, Paroquial, Iris); Aparecida (Ideal Cine Teatro); Glória (Glória). O próprio Educandos já tivera o Cine Teatro Rio Negro e o

Há 170 anos, o primeiro jornal

O número 1 do ‘Cinco de Setembro’ circulou em 3 de maio de 1851, dado início à imprensa escrita no Amazonas

História através dos postais

Essas pequenas peças de papelão fino já fizeram muito sucesso no passado, mas hoje são ambicionadas por colecionadores

Avenida, o cinema da elite baré

O cine Avenida foi mais uma das salas que marcaram na história cinematográfica de Manaus junto com o Guarany, o Polytheama, o Eden, o Odeon, o Vitória, entre outros, surgidos nas décadas de 1920 e 30, e que não resistiram à popularização da televisão na cidade no início da década de 1970, mas permanecem vívidos na lembrança de quem os frequentou para assistir aos filmes que chegavam de Hollywood. Essas salas surgiram como empreendimentos de homens que viam na incipiente 7ª arte uma nova forma de ganhar dinheiro, e assim aconteceu por muitas décadas. No dia 27 de março passado,

Áureo Nonato, 100 anos atrás

Se vivo estivesse, Áureo Nonato dos Santos estaria completando 100 anos no dia de hoje. Mas quem foi Áureo Nonato dos Santos, ou simplesmente Áureo Nonato? “Foi um dos grandes nomes da literatura amazonense. Sua contribuição foi ímpar através de seus livros, músicas, crônicas  e poesias. Ele nos deixou uma obra exemplar”, falou Geraldo dos Anjos, que desde 2011 ocupa a cadeira de nº 17, que pertenceu a Áureo Nonato, na Academia Amazonense de Letras. Um dos livros mais conhecidos de Áureo Nonato, ‘Os Bucheiros – um memorial de infância’ é formado por crônicas, que ele publicou entre 3 de