Turismo, a melhor expressividade do Estado

Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil é a oitava nação com mais atrativos culturais do planeta, e isso evidencia o potencial verde e amarelo para atrair o interesse de turistas, brasileiros ou estrangeiros. Essa referência encoraja o setor de serviços com perspectivas bastante promissoras, especialmente através das ações adotadas pelo governo federal para impulsionar a iniciativa privada permitindo que o turismo e a cultura superem impactos da pandemia e reordenem suas atividades, mesmo considerando os impasses entre estados e municípios.

O Turismo foi um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19 e, para amenizar os prejuízos, a Secretaria Nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões (SNAIC), do Ministério do Turismo (MTur), assegurou um auxilio substancial para o trade com a liberação de R$ 5 bilhões em crédito com taxas e prazos diferenciados, por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). Esse incentivo permitiu a preservação das micro e pequenas empresas que consequentemente preservaram mais de 36,4 mil empregos diretos.

O MTur também realizou o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Wakalua – primeiro polo global de inovação na área -, com apoio da Organização Mundial do Turismo (OMT). Além disso, firmou um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para a criação da Câmara Temática de Turismo 4.0 para inserir o setor como uma vertente estratégica na Política de Inovação Brasileira, que permite captar recursos específicos para o desenvolvimento de destinos inteligentes, de forma a melhorar os serviços ofertados ao visitante e aumentar a competividade do turismo nacional.

Os esforços do MTur, permitiram que o Brasil fosse escolhido para receber o primeiro escritório regional da Organização Mundial do Turismo na América Latina, modelo que vai impulsionar o turismo na América do Sul em 2021.

Descompasso

A pandemia do coronavírus Sars Cov19 deixou o mercado turístico com vários desafios. O cenário atual se acentua quanto ao processo de adaptações e transformações dos setores mais abalados, por conta dos cuidados necessários exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os eventos bem como o setor de serviços de bares e restaurantes foram os mais prejudicados por todo o ano de 2020.

Diante desse quadro que se desenhou, surgiram ofertas voltadas para o púbico da região, com tarifas mais acessíveis em hotéis de selva.

O turismo de pesca esportiva em Barcelos não perdeu a clientela cativa e crescente que permitiu este ano a estabilidade econômica do maior polo de pecaria do estado.

Outros atrativos culturais como as festas do Boi-Bumbá de Parintins, Cirandas de Manacapuru, Boi Manaus e CarnaBoi na capital, das cachoeiras de Presidente Figueiredo, e muito mais que outros municípios oferecem com novos produtos, novos negócios, novas formas de acolher e de praticar o turismo com perspectivas de geração de emprego e renda por meio do empreendedorismo e da inovação que se avista na maioria dos municípios amazonenses.

Plano de Retomada

As pesquisas apontam uma tendência ao turismo de pesca, de natureza, de cultura e de vivência comunitária, segmentos nos quais o estado tem muito a oferecer, ou seja, tanto na cultura quanto no turismo, o horizonte é de grande expansão, favorecendo fortemente a geração de emprego e renda e posicionando o Amazonas como grande ator nos dois segmentos. A Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur) firmou, ao longo do ano, convênios com o governo federal que somam mais de R$ 15,6 milhões para dar melhoria à infraestrutura turística.

Como parte do programa de retomada do turismo, o Governo do Estado, por meio da Amazonastur, colocou em prática o Plano de Retomada da Atividade Turística “Amazone-se”, que reúne projetos e programas, visando impulsionar o crescimento do segmento. “Toda a programação traçada para este ano foi alterada substancialmente. Redirecionamos nossas ações com foco em atrair turistas nacionais a partir da desaceleração do número de casos e, também, para divulgar o estado como destino seguro ao turista brasileiro. Investimos na promoção do Amazonas em 2020 para colher os resultados a partir de 2021. Nesse sentido, não podíamos deixar a promoção de fora. O turista se planeja com antecedência e nosso destino não poderia ficar fora da prateleira”, aponta Roselene Medeiros, presidente da empresa.

Além da promoção turística por meio de campanhas, o Amazone-se previu o ordenamento do setor, suporte ao empresariado e obras de infraestrutura turística. O projeto começou a ser implementado em julho e vai continuar durante todo o primeiro semestre de 2021.

Turismo de Cenários

É um outro tipo de turismo que se forma. O cenário no Amazonas muda quatro vezes ao ano, onde antes era areia vira igapó, depois vira um rio imenso, pode-se navegar em canoas e barcos na copa das árvores submersas ou tocando suas raízes. O turismo sustentável tem transformado as comunidades do Baixo Rio Negro num verdadeiro polo de Turismo de Base Comunitária (TBC), onde o turista vivencia os costumes e tradições das comunidades ribeirinhas da Amazônia, a rica degustação da culinária cabocla, apresentações de rituais indígenas, caminhadas na floresta, projetos sustentáveis e aquisição de artesanato regional. É de rara beleza a sazonalidade amazonense e precisa ser explorada.

Apesar de todas as nossas potencialidades, o que emperra o Amazonas de receber mais turistas quando comparado a outros estados, é a malha aérea insuficiente e cara. Isso exige uma atitude essencial do governo. É preciso fazer com que o turismo local se beneficie de ferramentas tecnológicas que facilitem a vida do viajante e reforcem a divulgação dos nossos destinos. É necessário definir uma estratégia com as empresas aérea para que todos os municípios recebam voos semanais para o aceleramento da maior indústria que o Amazonas precisa, a indústria do Turismo.

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