Cuidados com os pets vão a um novo patamar

Houve um tempo em que animais de estimação, principalmente cães e gatos, viviam soltos pelas ruas e o máximo que os donos lhes davam eram restos de comida. Com a mudança de comportamento das sociedades, alguns donos de animais chegam a tratá-los como se fossem membros da família. Além da boa alimentação que estes bichos passaram a receber hoje, também, o cuidado com sua saúde é um dos itens mais importantes para quem quer ter pets morando dentro de casa.

“A vacinação de pets deve ocorrer para impedir doenças graves, garantir vida saudável e evitar problemas com o bem-estar animal. O procedimento é importante em todo o tempo, pois assim como os seres humanos necessitam de imunização, os animais também precisam desta proteção”, explicou a veterinária Jéssica Antunes, responsável técnica do Pet Sam, pet shop e consultório veterinário.

Ainda de acordo com Jéssica, cães e gatos devem ser vacinados logo nos primeiros meses de vida. Normalmente após a nona semana do nascimento dos filhotes, pois é a partir deste intervalo de tempo, que eles passam a ter contato com o exterior, ficando suscetíveis a contrair alguma doença.

“As primeiras vacinas ocorrem em ciclos. A primeira dose não é suficiente para deixar com que o animalzinho tenha contato com o lado de fora de casa ou faça passeios. Depois de completo este ciclo, o pet está liberado para os passeios, e a partir deste momento, o veterinário indicará o período de vacinação mais adequado, conforme alguns critérios a serem observados, como por exemplo, idade e o local em que vive o pet. As vacinas serão registradas em um uma carteira de vacinação, igual à dos humanos”, disse.

Importância do veterinário

Os calendários de vacinação para cães e gatos, assim como as doenças que as vacinas imunizam, são totalmente distintos e devem seguir cronogramas específicos, determinados após a avaliação das necessidades de cada pet. A carteira de vacinação é fundamental para orientar o dono do animal sobre quais doenças os pets já estão imunizados e qual deve ser a próxima aplicação de determinada vacina.

“No Pet Sam, quando o dono traz o seu bichinho para tomar vacina, ele ganha gratuitamente uma carteira de vacinação personalizada para seu pet”, avisou Jéssica.

A vacinação de animais é uma atribuição exclusiva do veterinário, legalmente habilitado e inscrito no CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) e CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária).

“Antes de confiar seu animal a uma pessoa, é importante verificar se ela, de fato, é veterinária, através do número de inscrição do CRMV, pois se não for, além de estar cometendo um crime, por exercício ilegal da profissão, atendimentos clandestinos podem causar diversos danos à saúde dos pets”, alertou.

Até há algum tempo, a única doença que se sabia ser transmitida, principalmente por cães, era a raiva. A doença tem grande potencial de risco à vida dos seres humanos e pode ser transmitida pela saliva de animais infectados, por meio da mordedura, arranhadura e/ou lambedura destes.

Agora, com os animais cada vez vivendo mais juntos de nós, se sabe que são bem mais as doenças às quais estão suscetíveis, como por exemplo, leptospirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza canina, parvovírus canino, adenovírus canino tipo 2, cinomose, gripe canina, giardíase, leishmaniose e até coronavirus canino.

“Sim, coronavírus canino, mas é preciso lembrar que os subtipos que afetam os cães não são os mesmos responsáveis pelo novo coronavírus, causador da covid-19, que está assombrando o mundo. Não há relatos científicos de que cães tenham sido infectados pela covid-19 por humanos, ou que estejam infectando humanos”, informou.

“O coronavírus canino causa vômito e diarréia, e consequentemente, desidratação, podendo levar o animal a óbito. A contaminação acontece de cachorro para cachorro, e normalmente, a coronovirose canina vem acompanhada de outras doenças, agravando ainda mais a situação da saúde do cão. A melhor maneira de prevenção da doença é a vacinação”, completou. 

Já as doenças dos gatos são chlamydia psittaci, rinotraqueíte, panleucopenia felina e calicivirose, entre outras.

Reações mais violentas

A veterinária alerta para que os donos de pets estejam sempre atentos ao comportamento de seus animais e tomem cuidado com alguma reação mais violenta deles.

“Arranhões e mordidas leves dos bichinhos, não demandam grande preocupação, principalmente se forem superficiais e não causarem sangramento na pele. Mas quando há perfuração ou dilaceração, já é uma situação que precisa de cuidados, pois pode provocar infecção no homem e também ser um vetor de transmissão da raiva, caso o animal não esteja vacinado”, falou. 

“O primeiro passo após uma mordida de cachorro é limpar a área ferida com água em abundância e sabão por ao menos cinco minutos. Caso haja sangramento, o local deve ser pressionado até que a hemorragia seja estancada. Depois, se dirigir até um pronto socorro para um médico analisar o ferimento e tomar as medidas cabíveis”, concluiu.

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