22 de maio de 2022
é empresário
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Luiz Lauschner

Chapecoense, uma lição de superação

Passados mais de cinco anos do terrível acidente que dizimou seu time, os catarinenses do oeste daquele Estado estão dando uma lição de superação. Ao visitar a arena Índio Condá, pode-se sentir isso em todos os departamentos. Ninguém esconde as feridas que ainda não cicatrizaram, porém todos sabem que, embora a dor da perda não esteja esquecida, é necessário continuar. A humildade está presente na diretoria e no time como um todo transborda o espírito de luta expresso em frases de estímulo por todas as dependências. O presidente da Associação, Nei Roque Mohr que todos conhecem por “Maidana”, numa referência

Uma viagem no tempo

Distante da terra natal há mais de quarenta anos, com uma breve visita 23 anos depois da saída, fui fazer uma visita mais alongada. No imaginário da gente está aquela música “Nos Verdes Campos do Meu Lar” onde tudo permanece igual como deixamos, esperando nossa volta. Que engano fabuloso e que surpresa agradável. Afinal, a fila anda. Às vezes devagar, outras, muito depressa. Quando deixei a região, os agricultores brigavam pela eletrificação rural, tendo alguns até contraído empréstimos para pagar fios e postes e mais tarde doar para a companhia de energia. Mesmo pagando a conta, ainda precisavam de motores

Superfluidades

Há menos de um século, se costumava usar nos documentos, para definir a data e o destinatário de um documento se usava uma linguagem assim: “Saibam quantos este documento virem ou dele tomarem conhecimento, que do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 1911, no dia…” para explicar que estávamos na Era Cristã , o que era sobejamente conhecido, mas “precisava” ser esclarecido. Passado mais de um século, ainda carregamos o ranço dessa linguagem desnecessária. Nunca deixo de lembrar o ministro Extraordinário para Burocratização, senhor Hélio Beltrão, empossado no governo Figueiredo, para cuidar exatamente desses e outros detalhes.

O que é progresso?

Quando terminaram os conflitos da segunda grande guerra, a Alemanha estava arrasada. Há relatos de que cozinhavam coturnos de soldados para terem um arremedo de proteína. Quinze anos mais tarde gastavam dez bilhões de marcos em cosméticos. Não era pouco dinheiro.  Quando as pessoas passam a superar as necessidades básicas com sobras, gastam em seu laser, com seu corpo, enfim, melhoram sua qualidade de vida. Razão pela qual pululam academias, energéticos etc.  Com esta demanda surgiram pelo mundo afora profissionais e equipamentos cada vez mais sofisticados e completos. Embora haja, como não poderia deixar de ter, muitos aventureiros no ramo,

Mate a vaca, ela tem carrapatos

A dependência de fertilizantes escancarada pela guerra entre Rússia e Ucrânia revela uma coisa óbvia: Nenhum povo é independente em tudo. Alguns livros contam que Japão e China viviam em guerra, porém os japoneses não podiam abrir mão da seda chinesa que não adquiriam diretamente, mas por atravessadores que, segundo estes livros, por volta do século 16 eram até portugueses. Os produtos são consumidos no mundo, não importa muito sua origem. O Brasil pode ser um dos maiores produtores de grãos do mundo, mas depende do trigo de fora para o pão de cada dia. O fato de termos potássio

Homenagem as mulheres

O mês de março não poderia findar sem que fizesse esse registro. Revendo meus escritos antigos, deparei com as referências a duas mulheres famosas no mundo inteiro, por motivos totalmente opostos. O registro foi feito no momento em que acontecia a morte das duas, com intervalo de menos de uma semana. Isto é, em 31 de agosto e 4 de setembro de 1997. A primeira morreu num acidente em um carro de luxo, quando fugia do assédio da imprensa, num país que não era o seu. Quem conhece um pouco de história sabe que estou falando da Princesa Diana. Linda,

Os brasileiros contra o Brasil

Quando a imprensa faz uma matéria exaltando as qualidades de nosso Brasil, logo aparecem os “pesquisadores” para ver a tendência política de quem escreveu. Falar bem da nossa pátria amada parece ter virado exceção de uma regra boba, mas que muitos “exigem” que seja seguida. Aqueles brasileiros que ganham seu dinheiro aqui e moram no exterior têm um status reverenciado por muitos conterrâneos. A meu ver os atletas, principalmente jogadores de futebol, que ganham dinheiro fora e aplicam no Brasil merecem mais aplausos. Enfim, a liberdade concede a cada um ganhar seu dinheiro onde quiser, ou puder, e gastá-lo onde

Turismo receptivo

Quero contar uma história que pode muito bem ilustrar o título deste artigo. Em junho de 1980 morava em Santa Catarina e haveria uma convenção em Blumenau. Onde residia, distava mais 500km daquela cidade e fomos em quatro carros, cada um com quatro pessoas para participar da tal convenção.  Ao chegarmos, aproximadamente às 14 horas, com o sol alto e fomos barrados no acesso à cidade naquilo que imaginávamos ser uma blitz da polícia. Realmente havia dois policiais fardados, talvez para que o motorista não se sentisse barrado por motivos perigosos. Quem se aproximou do carro foi um casal que

Lei de meia entrada ou meia tigela

Os deputados do Alagoas aprovaram uma lei que institui a o direito a meia entrada para os advogados do estado. Vejam o placar: 20 a favor e três contra. Por este placar só podemos pensar que os deputados não têm nada melhor para fazer.  A Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Norte havia acabado de dar um exemplo de trabalho sério, na CPI do Consórcio Nordeste e do Alagoas dá esse vexame ao Brasil. O povo alagoano aprova mais esse disparate de seus políticos? Sem dúvida, Stanislaw Ponte Preta deve estar se revirando no túmulo por não ter

Reforma trabalhista III

O Brasil é um país diferente: em vez de as coisas acontecerem por necessidade, partem de cima para baixo num paternalismo sempre nocivo. Assim foi feito com a nossa Consolidação das Leis do Trabalho. Copiada da “Carta de Lavoro” do fascismo italiano foi introduzida aqui, ou enfiada goela abaixo. Levou cerca de 40 anos para que empregados e empresários a conhecessem. Não foi fruto de luta de trabalhadores como aconteceu na Inglaterra, Estados Unidos etc. Contudo, ela não ficou só nisso. Onde houvesse algum direito do trabalhador, conquistado em qualquer parte do planeta, era introduzido em nossa CLT. Ao final,

Reforma trabalhista II

Quando escrevi o primeiro artigo com esse título recebi muitos aplausos e muitas críticas. Alguém chegou a afirmar que se a Justiça do Trabalho fosse realmente eliminada, o caos se instalaria no Brasil. Outro comentário muito questionador veio de além-mar, em forma de pergunta: “Existe porque pagamos caro ou pagamos caro porque existe?” São dois questionamentos antagônicos, mas que merecem uma análise mais profunda. Quem afirma que o fim da Justiça do Trabalho geraria um caos, provavelmente não leu a sugestão que ela fosse substituída pela justiça comum. No máximo, que tivesse uma vara do trabalho, a exemplo como existe

Reforma trabalhista

A minirreforma feita na legislação trabalhista pelo governo Temer está sendo criticada pela esquerda que a quer suprimida. Antes dela as reformas sempre aconteceram para dar mais direito aos trabalhadores empregados, com um prejuízo grande para os próprios trabalhadores e para o Brasil em geral. Contudo, ela serviu para mostrar que quanto menos direitos se pendura na relação com os trabalhadores, menos eles recebem diretamente, mais rapidamente trocam de emprego e menos se esforçam para dominar seu ofício. Serviu também para dar um pouco de coerência na hora de pleitear verbas rescisórias. Embora ainda haja juízes da velha guarda, isto