Indústria do Amazonas fecha o ano com balanço positivo

O governo do Amazonas e a indústria mantêm otimismo no incremento do segmento na região. Reunido, nesta terça-feira (15), com representantes da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos),  o governador Wilson Lima (PSL) ressaltou a expansão do setor, apesar dos impactos da Covid-19 nas atividades econômicas. No encontro com os líderes empresariais, Lima citou os 163 projetos industriais aprovados, este ano, pelo Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) que representam mais de R$ 7,8 bilhões em investimentos, com previsão de geração de pelo menos 5.275 novos empregos no Estado.

Na última reunião do ano, nesta quinta-feira (17),  o Codam avaliará uma pauta de 40 novos projetos industriais com investimentos estimados em R$ 2,65 bilhões e 1.806 empregos, ao longo dos próximos três anos.

Hoje, o setor eletroeletrônico é um dos principais segmentos do PIM (Polo Industrial de Manaus), liderando a pauta de exportações dos produtos ZFM para o mercado nacional e exterior.

O governador Wilson Lima disse que potenciais investidores querem sempre mais garantia para trazer seus negócios ao Amazonas num momento em que países vizinhos prometem mais vantagens em termos de benefícios fiscais.  

“A expansão de empresas e o fortalecimento dão uma segurança jurídica para que se crie esse ambiente para o investidor, para que ele venha para cá e saiba que, lá na frente, não terá sobressaltos”, salientou Lima.

Wilson Lima sugeriu, ainda, um maior intercâmbio com a classe industrial para fortalecer metas que viabilizem novos negócios no Amazonas.  “No momento em que a gente tem uma indústria forte e investidores que confiam no governo, temos a possibilidade de ampliação do investimento e geração de emprego e renda”, destacou o governador.

Após a reunião com os empresários na sede do governo, Wilson Lima  visitou o parque fabril da empresa Midea Carrier, fabricante de ar-condicionado e de eletrodomésticos.

A Eletros é uma entidade que reúne as principais indústrias de eletroeletrônicos e eletrodomésticos do País, sendo 21 empresas só no Amazonas, onde são responsáveis por cerca de 30 mil postos de trabalho. Desse total, 13 empresas são fabricantes de ar-condicionado, tornando Manaus um dos maiores centros produtores do segmento, com produção de 3,1 milhões de unidades até setembro.

Potencial

Este ano, o setor de eletrônicos foi um dos responsáveis pelo bom fôlego da indústria que registrou um crescimento mensal  de 12,7%. O presidente da Eletros, Jorge Júnior Nascimento, atribui o incremento nas vendas ao isolamento social.  

“As pessoas estavam em casa durante o período da pandemia, optando pela troca do televisor e adquirindo novos eletros para facilitar o serviço doméstico”, afirmou ele. Ele prevê mais fôlego do setor em 2021.

“O segmento  tem se destacado realmente porque o consumidor ficou um bom tempo dentro de casa. Existe também uma previsão de um verão forte e as pessoas procuram pela compra de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Há um estímulo no consumo de eletro portáteis e eletroeletrônicos, como chapinha de cabelo, barbeador, forno micro-ondas e elétrico, aspirador de pó e lava-louças”, acrescentou Nascimento.

O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, confirma a expansão da economia na região, apesar das adversidades causadas pelo novo coronavírus.

“Em 2021, teremos possivelmente condições de plena recuperação e crescimento, mas tudo dependerá da dinâmica de aprovação pelo Congresso Nacional das reformas necessárias”, afirmou. “Estamos em um clima de entendimento entre os poderes, o que é muito bom para o desempenho da economia”.

Segundo o empresário Wilson Perico, outra grande liderança da indústria da ZFM, existem hoje pelo menos 160 patentes criadas no Amazonas com base em insumos da biodiversidade, mas somente três são utilizadas pelas empresas – entre elas, uma fibra de açaí usada na fabricação de selas de motocicletas e num perímetro que se transforma em compensado.

“Essas pesquisas que investigam o potencial dos recursos naturais podem muito bem viabilizar uma nova matriz econômica que viria a se somar às atividades da Zona Franca de Manaus”, defendeu ele.

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