Idéias inovadoras motivam novos negócios

Em tempos de pandemia e diante do risco de contaminação pela Covid-19, a simples tarefa de ir ao mercado já causa calafrios em muitas pessoas. Mas e se um minimercado pudesse ir até você, no seu condomínio?

Essa é a proposta da startup Onii. Fundada em 2019, a empresa desenvolveu um modelo de lojas autônomas para condomínios, sem vendedores ou caixas registradoras. Para comprar, os moradores usam um aplicativo no celular para liberar a porta de acesso e para escanear os produtos que escolherem.

As lojas funcionam em contêineres adaptados e contam com uma variedade de 70 a 300 produtos, entre eles o tão procurado álcool em gel. “A ideia é oferecer uma proposta de compras autônomas diferenciadas a moradores de condomínios horizontais e verticais, gerando um acesso rápido, moderno e seguro, sem a necessidade de sair de casa”, afirma Ricardo Podval, um dos fundadores da Onii.

A empresa também tem unidades instaladas em fábricas, hospitais e postos de gasolina. De acordo com Podval, até fevereiro deste ano a startup contava com um total de 70 lojas implantadas. Com o inicio da pandemia e da quarentena, em março e na primeira quinzena de abril, a Onii já recebeu mais 240 encomendas.

A previsão de faturamento para 2020 é de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões.

Cenário propício

Assim como a Onii, muitas empresas que estão no início de seu funcionamento e que exploram atividades inovadoras no mercado – as chamadas startups – estão caminhando na contramão da crise e crescendo rapidamente.

As condições de extrema incerteza e de reclusão social, de acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), José Muritiba, formam um ambiente propício para o surgimento e a alavancagem de muitas dessas empresas.

“É nesse cenário que as startups melhor sabem atuar, ou seja, com equipes enxutas, baixos custos, agilidade, e potencial caminho de sucesso para negócios que antes não habitavam o universo digital”, afirma Muritiba. “Elas se tornam, senão o único, ao menos o principal meio de comunicação, canal de vendas e entrega de real valor para clientes de mercados mais tradicionais”, completa.

O dirigente acredita que, tanto durante quanto após a crise causada pela Covid-19, oportunidades estão surgindo e surgirão para quem for mais rápido, assertivo, abrangente e ágil. “Todas essas características estão evidentes no DNA das startups. Não tenho dúvidas que virão de muitas delas soluções relevantes durante e após esse momento que vivemos”, destaca Muritiba.

Facilitadoras

Uma característica em comum entre as startups que estão surgindo ou se destacando durante o período de isolamento social é a capacidade de servirem como facilitadoras.

A Noknox, que conecta pessoas aos seus lares e locais de trabalho, lançou recentemente duas plataformas para ajudar a minimizar os reflexos da pandemia.

A primeira delas, chamada Vizinho do Bem, liga pessoas que precisam de ajuda, por estarem nos grupos de risco, a pessoas da redondeza que queiram e possam ajudar de alguma forma, como, por exemplo, ir ao mercado ou farmácia.

Em apenas um mês de funcionamento, a plataforma já conta com mais de 5 mil voluntários cadastrados em 371 cidades do país.

A outra plataforma é a Adiantado.com, que ajuda empreendedores a vender produtos e serviços oferecendo vouchers e descontos que podem ser adquiridos antecipadamente e, assim, ajudar a reduzir o impacto no fluxo de caixa das empresas.

Na área da saúde, a Telavita, plataforma que conecta pacientes a psicólogos de todo o país, percebeu um aumento superior a 80% no número de sessões realizadas neste período de quarentena, além de um crescimento de 400% na procura de organizações e empresas pelo serviço.

Já a Suprevida, que ajuda na contratação de serviços e produtos médicos para quem precisa de cuidados em domicílio, apresentou um crescimento de 60% durante a pandemia.

Oportunidade de negócios

Para compreender como as empresas estão superando o período de pandemia, a Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, entrevistou as startups de seu portfólio espalhadas por nove países, incluindo o Brasil, entre os dias 1 e 3 de abril.

Entre as startups entrevistadas, 26% observaram que os impactos da crise também podem significar oportunidade para seus negócios.

Como o momento exige uma aceleração dos processos de digitalização das companhias de diversos setores, muitas delas ganharam uma gama de novos potenciais clientes em um espaço curto de tempo.

Por conta disso, 72% das startups entrevistadas têm planos de manter ou até expandir suas equipes dentro dos próximos meses, já que o trabalho tende a aumentar. É o caso das startups de setores como educação, finanças, saúde e telecomunicações.

Fonte: Redação

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