Os números da pesquisa sobre a produção industrial publicada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentam um quadro pouco animador para as empresas com operações no PIM (Pólo Industrial de Manaus) ao exibir um crescimento de apenas 0,2% no primeiro semestre deste ano em relação aos meses de janeiro a junho de 2006.

A redução no ritmo produtivo da indústria amazonense não impediu o crescimento das vendas no primeiro semestre deste ano. Em contrapartida foi constatado um montante maior de investimentos no pólo de Manaus que superou a marca dos US$ 6 bilhões, valor 10,18% maior que as aplicações efetivadas em 2006.

As causas para este fato são várias e todas conhecidas pelas lideranças empresariais que dirigem as organizações e vivem o dia-a-dia das indústrias localizadas em Manaus. Estas lideranças indicam a concorrência de insumos, partes, peças e mesmo de produtos acabados como predatórias para seus negócios.
A maneira como são autorizadas estas operações de compra no mercado exterior estão, sem nenhuma dúvida, provocando perda de competitividade dos produtos fabricados pelas indústrias manauenses ao se considerar fatores que originam custos maiores para estas.
É fato fora de qualquer dúvida, por exemplo, o baixo custo da indústria chinesa quando se analisa o item mão-de-obra.
Aquele país asiático é detentor de farto contingente humano cuja renda, mesmo tendo se expandido muito nas duas últimas décadas, ainda deixa margens para que sua utilização pelas indústrias chinesas ocorra a preços muito menores que aqueles pagos pelas empresas brasileiras, incluídas aí as manauenses, a seus colaboradores.
Contribui para a situação favorável ao produtor chinês o montante de tributos e encargos sociais pagos na China em comparação com aqueles praticados no Brasil, entre outros.
A valorização do real ante a moeda norte-americana é outro entrave, dizem interlocutores das empresas exportadoras brasileiras, a dificultar as exportações dos produtos nacionais.
É importante, no entanto, mostrar os números divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) sobre o faturamento obtido pelas organizações fabris instaladas sob sua jurisdição no primeiro semestre de 2007.
As indústrias do PIM faturaram, até junho, US$ 11.506 bilhões (o equivalente a R$ 23,478 bilhões) o que leva a um crescimento, em dólar, de 3,35% no primeiro semestre deste ano. Em comparação, se a análise considerar o crescimento entre 2005/2006, a expansão do faturamento foi de 30,22%, enquanto entre 2004/2005 atingiu 40,39%.
A ser mantida a tendência de queda no faturamento das indústrias do PIM, não se estará longe de chegarmos aos níveis de 2001, quando a expansão foi de 1,72%. É óbvio que não serve de consolo saber, por exemplo, que nos dois anos posteriores os dois primeiros semestres tiveram desempenho negativo de -0,94 (2002) e -2,98 (2003).
Um dado positivo demonstrado nos Indicadores de Desempenho do Pólo Industrial de Manaus é a expansão dos investimentos realizados pelas indústrias no parque de Manaus. Enquanto em 2005 foram aqui aplicados recursos da ordem de US$ 5.129 bilhões, em 2006 o valor alocado atingiu US$ 5.541 bilhões. Entre os dois períodos, a expansão foi de 8,03%
Já no primeiro semestre de 2007, as indústrias aplicaram US$ 6.105 bilhões, com crescimento de 10,18% na comparação com os investimentos efetivados no exercício anterior.
A concentração do faturamento em alguns segmentos da indústria local é merecedor de registro quando se sabe que 91,25% das vendas do PIM estão distribuídos em apenas seis setores.
Lideram o faturamento as indústrias eletroeletrônicas, com US$ 3.286 bilhões abocanham 28,56% do total; em segunda posição vem o setor de duas rodas ao vender US$ 2.765 bilhões no primeiro semestre de 2007 e consolidar participação de 24,04%. Bens de informática, com vendas de US$ 1.912 bilhão estão em terceiro lugar e 16,62% de participação, seguido do químico com US$

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