Economia para pagar dívida cai 20,5%

A economia do setor público -governo federal, Estados e municípios -para pagar juros da dívida (superavit primário) somou R$ 52,2 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 20,5% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 65,7 bilhões), informou ontem o Banco Central.
No acumulado em 12 meses, o valor economizado (R$ 91,5 bilhões) equivale a 2% do PIB (Produto Interno Bruto), número inferior à nova meta do governo de 2,3%. O objetivo original era de 3,1%, mas foi reduzido devido à dificuldade do governo em conter o aumento dos gastos e também por causa do crescimento mais lento da arrecadação com impostos.
Nos 12 meses acumulados em maio, o superavit era de 1,95% do PIB.
Diante de um superavit primário mais baixo, o Banco Central considera que a política fiscal do governo federal é expansionista, ou seja, contribui para o aumento da inflação, já que o aumento das despesas eleva a demanda por bens e serviços na economia. O Ministério da Fazenda, no entanto, insiste que sua política fiscal é neutra e não afeta a variação de preços no país.
Na semana passada, o governo de Dilma Rousseff anunciou um corte adicional de R$ 10 bilhões nos gastos federais com objetivo de ajudar o BC a conter a inflação e retomar a confiança do mercado na política econômica. O valor, porém, ficou abaixo do esperado pelo mercado e não contribuiu para aumentar a projeção para o superavit primário deste ano. Segundo o Boletim Focus, levantamento semanal do BC, a projeção mediana do mercado é que a economia do setor público fechará o ano em 1,7% do PIB.

Junho

O superavit do setor público em junho ficou em R$ 5,4 bilhões, 94% acima do registrado um ano antes.
O valor é a soma das economias dos governos federal (R$ 1,4 bilhão), estaduais e municipais (R$ 3,2 bilhões) e de parte das estatais (R$ 836 milhões).
Mesmo não tendo mais a obrigação legal de compensar o resultado primário de Estados e municípios, caso eles não cumpram sua meta no ano, a Fazenda se comprometeu a fazê-lo, se necessário. O corte adicional de R$ 10 bilhões tem a finalidade de cobrir essa diferença, de acordo com a Fazenda.

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