18 de abril de 2021

Varejo de RR tem pior desempenho no país

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Queda de 12,2% em setembro ante igual período do ano passado leva Estado roraimense a ficar bem abaixo da média nacional, cujo crescimento foi na margem percentual de 8,5% .

Pelo segundo mês consecutivo, o comércio va­rejista de Roraima re­­gis­trou o pior desempenho­ no país, com queda de 12,2% em setembro ante igual pe­río­do do ano passado. As ven­das no Estado ficaram bem abaixo da média nacional, cujo crescimento foi na margem percentual de 8,5% no referi­do mês, em comparação ao mês de se­tembro de­ 2006, con­forme pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de­ Geografia e Estatística).

A valorização da moeda nacional frente à venezuela­na –hoje cotada em 2.550 bo­lívares para cada real– é um dos principais motivos para a queda do comércio em Roraima e, principalmen­te, na capital, conforme o vi­­ce-presidente da CDL-BV (Câ­mara dos Dirigentes Lojistas de Boa Vista), Josiel Van­derlei da Silva.

“A valorização do real favorece as compras no país fron teiriço, onde os produtos têm custo mais baixo se comparados aos preços praticados em Boa Vista”, disse o representante do setor, acrescentando que a concorrência com o mercado de Santa Helena do Uairém, no país de Chávez, e Lethen, na Guiana, tem sido “desleal” para os empreendimentos de Boa Vista.

Empresários desanimados

De acordo com Josiel da Silva, o segmento empresarial está abatido com a situação e não prevê melhoras até o fim deste ano. “Hoje, o consumidor local é atraído pelos benefícios das zonas de livre comércio mais próximas à ca­pital, inclusive aqui mesmo no­ país, como é o caso de Ma­naus”, argumentou.

O vice-presidente da entidade afirmou ainda que não há como concorrer com a fronteira porque o empresaria­do local não pode baixar os preços na capital. “Hoje, a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercado­rias e Serviços) cobrada na região Norte é muito perversa e aqui não é diferente. Os empresários pagam um imposto de aproximadamente 17%, per­centual considerado alto e­ que encarece os produtos”, argumentou Josiel.

Para o empresário, a solu­ção em termos de competi­ti­­vidade no mercado local se­­ria a criação de uma área de­ livre comércio na capital.

“Boa­ Vista está cercada por­ três grandes pólos comerciais e não há como competir. Faltam incentivos fiscais para o crescimento da economia local”, disse Silva.

Falta de livre comércio gera entrave

O presidente da Facirr/Acirr (Federação das Associações e Associação Comercial e Industrial de Roraima, respectivamente), Francisco Derval da Rocha Furtado, concorda que a ausência de uma área de livre comércio em Boa Vista é um dos entraves para a expansão do setor na cidade. “Sem essa área, a concorrência com o mercado fronteiriço é desigual. Daí, o motivo das recentes baixas comerciais informadas pelas pesquisas do IBGE”, comentou.
Para o presidente das entidades de classe, a in­definição da questão fun­diária no Estado deixa os investimentos inconsis­tentes. “Sem o repasse das terras da União para o Estado, o empresário es­tá com medo de injetar recursos em Roraima e essa sensação de desconfiança é ruim para a economia local”, justificou.

Mas, diferentemente­ do vice-presidente da CDL-BV, Furtado acredi­ta que, mes­mo com os re­sultados negativos nos dois­ últimos meses, a ex­pectativa é encerrar o ano com saldo positivo em com­paração a 2006. “O empresariado acredita que­ o contracheque de no­vembro e dezembro de­ve ser investido aqui mesmo, daí a esperança do setor não fechar o ano no vermelho”, confirmou.

Segundo dados da pesquisa do Sistema Acirr, 37,8% do consumidor roraimense abastecido com­pra no mercado fronteiriço ou busca o comércio de Manaus. “Se nós fe­charmos o ano com de­sempenho estável, no comparativo com 2006, será um grande ganho”, ressaltou Furtado.

Pesquisa IBGE

Além da unidade federativa, outros três Estados brasileiros apresentaram baixas no comércio em setembro, entre eles, Ron­dônia (-8,6%), Acre (-6,5%) e o Piauí (-2,2%).

No mês de agosto, o decréscimo comercial de Roraima foi de 6,4%, em relação ao mês oito do ano anterior. Já as maiores altas em setembro fo­

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