7 de dezembro de 2021

Turbulências levam investidor ao ouro

O Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), que ainda lidera com folga o ranking anual, perdeu 3,54% em novembro e ficou na rabeira do levantamento

As turbulências no mercado financeiro internacional foram decisivas para a confi­guração do ranking bra­sileiro de investimentos de novembro. A liderança no mês ficou com o ouro, com ganhos de 5,89%, prova de que o investidor priorizou a segurança, em detrimento da liquidez.

O Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), que ainda lidera com folga o ranking anual, perdeu 3,54% em novembro e ficou na rabeira do levantamento. Foi o pior desempenho mensal do mercado acionário em 2007.

“Foi um mês marcado pelo flight to quality (vôo para qualidade), com os in­vestidores internacionais bus­­cando os títulos do Tesouro dos Estados Unidos”, avaliou Marcelo Mello, vice-presidente da Sul América Investimentos. “As bolsas, no mundo inteiro, tiveram quedas significativas ao lon­go do mês”, completou o administrador de investimen­tos Fábio Colombo.

Os fundos de renda fixa ficaram na terceira posição do ranking, com ganho lí­quido médio de 0,78%. Lo­go atrás se situaram os CDBs com aplicação superior a R$ 100 mil, com ren­tabilidade de 0,73%.

O mês também foi movimentado pela expectativa em relação à IPO (Oferta Pública Inicial de Ações, na sigla em inglês) da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
A operação atraiu cerca de 260 mil pessoas físicas. Para dezembro, a expectativa dos analistas é de manutenção da volatilidade.

As dúvidas sobre a evo­lução da crise imobiliária e seus impactos sobre a economia americana perma­necem. “A expectativa é de que os Estados Unidos vão desacelerar, mas não terão uma crise mais profunda”, disse vice-presidente da Sul América Investimentos.

Atentos ao Fed

Os investidores estarão atentos aos próximos passos do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano). A expectativa é de que a ins­tituição comandada por Ben Bernanke reduza a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% em sua reunião de 11 de dezembro.

Uma política monetária mais frouxa libera mais recursos para o sistema financeiro e, assim, diminui os problemas de liquidez.

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