Tony Santos expõe seu Pop Amazônico

Diz a lenda, que em meados do século 16, quando a expedição de Francisco Orellana passou pela região amazônica, entrou em combate com tribos de mulheres guerreiras. Segundo relatos do Frei Gaspar de Carvajal, elas moravam no interior da floresta, próximo a foz do rio Nhamundá e dominavam toda a região do baixo Amazonas, na fronteira com o Pará. Ele passou a descrevê-las como as Amazonas ou Ykamiabas.
De acordo com os cronistas, em noites de lua cheia, essas índias entravam no rio e confeccionavam colares com pingentes (muiraquitãs) feitos de pedras, como o jade. As peças ganhavam diversas formas, representando animais da selva, destacando-se o formato de sapo. Ainda segundo a lenda, o muiraquitã usado no colar, dá poder e sorte a quem for presenteado com ele.
Foi mergulhando nesse contraste de histórias e lendas da região, verdades e mitos, que o artista plástico Tony Santos buscou inspiração para fazer suas artes em acrílica sobre tela, e abre a exposição intitulada “Pop Amazônico”, arte contemporânea com ícones da Amazônia, que entra em cartaz na galeria da Loja dos Espelhos (rua Silva Ramos, 993 – Centro), com coquetel para convidados terça-feira (16), a partir das 19h, aberta para visitação do público até o fim de dezembro, no horário das 8h às 11h e das 14 às 17h.
A exposição conta com 13 quadros, sendo 11 em acrílica sobre tela e dois de arte digital. Os quadros de arte digital foram feitos usando um programa para tablet. “Pintei com a ponta dos dedos usando o Sketch Draw; depois imprimi num papel especial. O bacana da arte pop é ser reproduzida em objetos, como capas de caderno, agendas, calendários, camisetas e até em pratos, por exemplo”, explicou. O destaque fica por conta das cores fortes e contrastantes, misturando pintura com desenhos, numa pegada de Pop Art mundial, porém expressada com símbolos amazônicos. Algumas pinturas, de longe parecem desenhos.
“A Pop Art é uma escola que me atrai bastante”, diz Santos. “Além das cores fortes, que muito me agradam, posso expressar os símbolos da Amazônia de forma moderna, com um olhar mundi. Por isso chamo esse estilo de Pop Amazônico”, completou.

História de pintor
Amazonense, nascido na capital, Tony Santos conta que desenha desde criança. “Sempre gostei de estar em contato com os traços. A minha diversão era ficar debruçado no chão com canetas e papéis. Minha mãe diz que eu desenhava tudo ao meu redor”. “Nosso quintal tinha muitos animais, galinha, pato, cachorro, papagaio. Era um verdadeiro laboratório de imagens que eu passava para o papel. Quando tinha uns 16 anos minha mãe achou por bem me matricular numa escola de pintura, foi quando estudei com o professor Anísio Melo, no Liceu de Artes Ester Melo” declarou.
Depois também participou de cursos livres de artes com o professor Turenko Beça, pela Secretaria de Cultura. E finalmente fez o “Curso de Arte Contemporânea e Objetos Esculturais”, do Centro de Artes da Ufam, tendo como mestre o curador e professor de artes Cristóvão Coutinho. Formou-se na turma de 2011. Tony Santos também é formado na faculdade de Comunicação Social com ênfase em jornalismo. Devido à sua dedicação ao jornalismo, passou um tempo sem expor seus trabalhos de artes, ficando somente produzindo. “Voltei para a arte. Não consigo viver sem pintar”, concluiu.

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