Temos solução para evitar impactos das enchentes?

A cheia é um fenômeno natural que sustenta o ecossistema da rica biodiversidade amazônica, mas traz também grandes prejuízos à população, geralmente despreparada para enfrentar uma situação tão calamitosa. 

É um ciclo que se repete anualmente. A enchente deste ano é uma das maiores (senão a maior) dos últimos 100 anos. E as águas já tomaram conta praticamente de parte do centro de Manaus, para onde convergem empresas, clientes e o público em geral.

Ribeirinhos dos municípios do interior e também da capital sofrem os impactos direto da subida dos rios. Pontes são improvisadas para dar acesso a casas, escolas. O setor primário amarga enormes perdas, encarecendo os produtos levados à mesa do consumidor. E só conferir em feiras e supermercados da cidade. 

Até o mamão, cuja produção costuma ser abundante, está escasso, onerando os custos. A fruta é considerada a fibra mais barata da região, uma grande opção para  quem sofre de constipação intestinal.  

Anualmente, o poder público entra em cena suprindo com auxílios emergenciais, cestas básicas de alimentação, atendimento à saúde. A iniciativa privada também ajuda, mas tudo parece ser tão mitigado, insuficiente, para dar assistência a uma população que sofre a cada ano por causa das enchentes.

O grande questionamento que vem à baila é por que até hoje não se criou uma infraestrutura adequada para o enfrentamento dessas situações tão adversas que acontecem, de forma recorrente, desde os tempos mais remotos?

Óbvio, são condições climáticas que renovam constantemente a vida na natureza amazônica, mas que também é afetada pelo desmatamento desenfreado.

Por que não se inspirar em tantos países alvos de grandes tragédias naturais que desenvolveram métodos tecnológicos engenhosos de proteção à sua economia e também da população?

Assolado na segunda grande guerra e por seguidos tsunamis, terremotos, o Japão soube se reerguer com maestria. E está cravado em cima de uma camada terrestre mais propícia a tremores de terra. E, mesmo assim, exporta tecnologia para todo o mundo.

Não estamos aqui para só apontar os ‘louros’ dos japoneses, mas sim para demonstrar que com vontade política, esforço e empenho de nossos representantes , poderemos encontrar uma melhor solução para os ribeirinhos afetados pelas enchentes anualmente.

Foto/Destaque: Divulgação

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