8 de dezembro de 2021

Está na hora de preservar o patrimônio público

Pode-se afirmar que o Brasil é o país das operações contra a corrupção. Elas são tantas que seria impossível descrevê-las só neste espaço. Infelizmente, já faz tempo que somos tachados de corruptos, uma fama que corre o mundo. E por quê? Falta moralização. Não há respeito pelo dinheiro público, e suado, que vem do contribuinte brasileiro. O banquete continua.

Direita, esquerda, centro-direita, sejam lá quais forem as ideologias, concepções políticas, sempre sangraram o erário. O PT é um dos maiores exemplos. E, agora, o mais recente caso tem como alvo um ministro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Acusado de vínculo com grandes latifundiários que fazem extração ilegal de madeira na Amazônia, o ministro Ricardo Salles amanheceu, ontem, com a Polícia Federal no pé, vasculhando a sede do Ministério do Meio Ambiente e seus endereços em Brasília. E foi pego de surpresa.

Salles diz-se inocente e vítima de calúnias, difamação, engendradas pelo ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva. Será? Óbvio, até provar a inocência de Salles, muita água vai rolar. Para a Justiça, o que vale são provas.

Salles reclamou por não ter sido avisado antes da operação. E classificou como um exagero, muito sensacionalista, a ação dos agentes federais. E garante não ter noção de como foram comercializados os 200 mil metros cúbicos de madeira extraídos irregularmente no Acre.

O problema é que existem áudios, possíveis evidências, que podem complicar a vida de Ricardo Salles, obrigando a PF a ficar na sua ‘cola’, uma decisão que veio de um ministro da mais alta corte de Justiça do Brasil  – o STF (Supremo Tribunal Federal).

Nada de comprar briga de ninguém. Só interessa a narração dos fatos. O objetivo é mostrar um problema recorrente. Os governos se revezam no poder, mas a corrupção se perpetua, grassa em todas as esferas do poder – municipal, estadual e federal.  

Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao maior cargo da Republica com a promessa de extirpar a corrupção, atingir profundamente suas entranhas. E elegeu-se. Mas agora vê um de seus ministros suspeito de cometer irregularidades. Qual será o desfecho, é mais um que vai rodar na dança das cadeiras em Brasília? Com certeza, pelo espírito aguerrido que demonstra, o presidente não vai ignorar esse episódio. Vem chumbo grosso por aí.

A CPI da Pandemia no Senado é composta por integrantes que também já foram alvos de operações da PF, pondo em xeque a credibilidade das investigações da comissão. E foram várias as vozes que ecoaram no Congresso contra a composição da comissão.

A verdade é que tripudia-se a aplicação dos recursos públicos. E eles raramente chegam ao seu destino, aos mais necessitados. Falta dinheiro para tudo – saúde, educação, assistência social…Isso só para enumerar algumas das principais demandas. Até quando?

Foto/Destaque: Divulgação

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