Suframa aposta na importância de CT&I

O ideal de desenvolvimento, na última década, assumiu a seguinte identidade: inovação científica e tecnológica. Indicadores econômicos, sociais e ambientais são influenciados de forma direta pela demanda de investimentos aplicada por uma nação, Estado ou município em ações de fomento à P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).

“De 2002 a 2006, foram R$ 960,086 milhões direcionados à ações na área de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação (ECTI). Se você pegar a aplicação de recursos da Suframa, ao longo dos anos, verá que a demanda de investimento diminuiu em algumas áreas e aumentou na formação de capital intelectual e na pesquisa e desenvolvimento de produtos”, ressaltou a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso.

Segundo ela, a cota de 20% que a autarquia pode aplicar a seu critério foi canalizada para atender esses setores. “Isso fez com que desenvolvêssemos alguns produtos de destaque, como o mouse ocular, que saiu da teoria para a linha de produção”, disse Grosso.
No período de 2002 a 2008, mesmo sofrendo contingenciamento na ordem de R$ 700 milhões para formar superavit primário, foram aplicados R$ 94,47 milhões com as seguintes destinações:
a) Capital intelectual (doutorados, mestrados, especializações e outros): R$ 24,696 milhões;
b) Pesquisas (desenvolvimento de produtos, processos e pesquisas aplicadas): R$ 17,324 milhões;

c) Infraestrutura (instalações prediais, laboratórios, equipamentos e outros): R$ 52,449 milhões.
Foram beneficiados com esse recurso os Estados do Acre, Ama­zonas, Roraima, Rondônia e Amapá, que foi convertido, até o momento, na implantação de 24 cursos de mestrado e doutorado, além de 46 cursos de graduação, especialização e treinamentos.
Dentre os projetos viabilizados, destaque para o PPGBiotec (Programa Multi-Institucional de Pós-graduação em Biotecnologia) da Ufam (Universidade Fede­ral do Amazonas), que atua em duas áreas de concen­­­t­r­ação: biotecnologias para área agroflorestal; e Biotecnologias para Saúde.

O programa iniciou suas atividades com o curso de doutorado antes do curso de mestrado. O doutorado teve a primeira turma matriculada em março de 2002 e o mestrado em março de 2003.
As pesquisas em biotecnologia, informou o coordenador do Programa, José Odair Pereira, são destinadas a utilizar, principalmente, a enorme biodiversidade existente na região para a resolução de problemas não apenas de interesse regional, mas também visando à descoberta de novos processos e produtos de valor nas áreas de agricultura e alimentação, saúde, indústria e proteção do ambiente.

Atentos aos novos nichos de mercados que se formam a todo o instante, o coordenador ressalta a importância de o Estado formar mão de obra especializada neste campo de estudo tendo em vista o início da implantação de um Polo de Bioindústrias em Manaus, inclusive com empresas sendo incubadas e lideradas por ex-alunos do PPGBiotec.
A criação do Programa de Biotecnologia na Ufam foi uma iniciativa realmente multi-institucional e teve, desde sua criação, apoio, incentivo e patrocínio da Suframa.
“O investimento da Suframa foi extremamente importante na fase de implantação, quando os recursos advindos da autarquia propiciaram a construção de salas de aulas e laboratórios, concessão das primeiras bolsas de estudo, intercambio de alunos e professores entre instituições parceiras e conveniadas”, destacou o professor.

Odair ressaltou, ainda, que o aporte inicial da Suframa e o voto de confiança que a autarquia depositou nos pesquisadores e nas instituições de ensino e pesquisa da região permitiram que o Programa de Biotecnologia fosse iniciado mesmo antes da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) tê-lo reconhecido.

“Mesmo depois que o Programa passou a contar com o apoio oficial de outras importantes agências de fomento como a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), dentre outros, a Suframa nunca deixou de apoiar o desenvolvimento da Biotecnologia da Amazônia”, garantiu ele.
Os resultados são animadores: apesar de novo, o programa completou em dezembro do ano passado a formação de 72 doutores e 29 mestres. Ao encerrar o ano letivo de 2009 contabilizou mais de cem egressos.

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