STJ nega liberdade a ex-assessor de Paulinho preso pela Santa Tereza

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou na quinta-feira o pedido de liminar em habeas corpus para o lobista João Pedro de Moura, preso na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investigou desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A decisão é do ministro Cesar Asfor Rocha, que está no exercício da presidência do STJ. Para o ministro, Moura atuava como lobista de forma criminosa e, por isso, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e econômica.
O TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região já havia negado habeas corpus para o lobista por constatar que “há mesmo indícios de que Moura se valia do meio e vida supostamente lícito para avançar sobre os cofres públicos”. Moura foi assessor da Força Sindical e conselheiro do BNDES. Segundo as investigações, o lobista foi flagrado por câmeras da Polícia Federal 39 vezes na área dos gabinetes da Câmara. Ele teria ido ao gabinete do deputado Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, mas o parlamentar nega que ele tenha sido seu assessor.
Gravações telefônicas associariam o deputado ao esquema de irregularidades. A escuta feita com ordem judicial na Operação Santa Tereza indicou que Moura, preso em abril, tratou com representantes do Ministério dos Esportes em nome de Paulinho.
No dia 27 de junho, Paulinho apresentou sua defesa por escrito e rebateu todas as denúncias. Segundo ele, eram improcedentes e baseadas em informações da imprensa.

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