Sindicato dos bancários de Roraima lança campanha

O Sindicato dos Bancários de Roraima lançou ontem a campanha nacional por melhorias para o setor, durante encontro promovido aos filiados à entidade. A proposta da associação é buscar soluções tanto para as cláusulas de cunho econômico quanto sociais. O evento, realizado na sede do sindicato, reuniu profissionais de várias agências bancárias da cidade.
De acordo com a presidente do sindicato, Andréa Vasconcelos, as propostas apresentadas pela entidade foram pensadas pelos associados em todo o país e já estão sendo discutidas com os representantes dos banqueiros. “Nas cláusulas sociais constam plano de saúde, auxílio à educação, segurança bancária, ticket alimentação”, afirmou a sindicalista.
Já entre as propostas de cunho econômico, o reajuste salarial de 10,3% estipulado pela categoria é a principal pauta do segmento. ”Geralmente as propostas de reajuste são feitas com base na inflação, somada ao ganho real.
Com os dados do Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos], cuja inflação apontada ficou em 4,8%, mais 5% de ganhos reais, chegamos ao índice proposto”, explicou.
Para Andréa, a margem de reajuste salarial é baixa, uma vez que o custo de vida da população aumenta mensalmente, com o acréscimo no preço de produtos da cesta básica, por exemplo. Conforme a presidente do sindicato, ano passado o reajuste salarial foi abaixo da inflação, ficando em 3,5%. “Com esse índice há mais flexibilidade para negociação”, argumentou.
Além disso, os bancários almejam maior fatia nos ganhos das empresas, processo também conhecido como PLR (Participação nos Lucros e Resultados). “O lucro dos bancos é construído com a participação e com o trabalho do bancário, que abre uma conta, vende seguros ou faz qualquer operação financeira está gerando renda à instituição”, comentou Andreia.
Segundo a presidente do sindicato, a participação nos lucros seria uma forma de reconhecimento por parte dos banqueiros de que os resultados também são frutos das negociações do bancário.
Para o diretor-executivo do Sindicato dos Bancários, Cyro Barros Silva, a proposta será atendida se a categoria unir forças em prol da campanha. “É fácil quebrar um ganho, mas difícil romper vinte galhos. É com essa expectativa que contamos com a base de filiados no Estado. Os sindicalizados sem o sindicato não conseguiriam avançar nas negociações e vice-versa”, disse.
Andréa Vasconcelos disse que caso não haja interesse por parte dos patrões em atender as demandas, os sindicalizados devem parar as atividades e organizar manifestação.

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