Setor público lidera desembolsos do BNDES

No balanço do ano passado, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) repassou para o Amazonas quase R$ 2,3 bilhões em crédito. Isto ocasionou um crescimento de 128% no desembolso para o Estado, em relação a 2009. Entre os projetos que contribuíram para esta dívida estão as obras de infraestrutura, com R$ 1,4 bilhão, correspondendo a 63,85% do total.
Em número de operações, o setor de infraestrutura realizou 1.317 empréstimos ao longo dos 12 meses do ano passado. Neste mesmo período de 2009, este número não passava de 634. As maiores obras financiadas no Estado foram para a construção do estádio de futebol Arena da Amazônia (R$ 6 milhões) e para a Ponte sobre o Rio Negro (R$ 182,72 milhões). As duas operações foram intermediadas através do BNDES Finem direto, que é uma linha de crédito para transações com custo igual ou superior a R$ 10 milhões.

Demanda da indústria

Em segundo lugar no desembolso ficou a indústria com cerca de R$ 494 milhões e 556 operações junto ao banco oficial. Na comparação com 2009, houve um acréscimo 52% no valor da dívida e 131% no número de operações.
Já a agropecuária, comércio e serviços do Amazonas juntos apresentaram um valor inexpressivo, se formos levar em conta os valores de repasses aprovados para estes setores em confronto com o saldo total do desembolso para o Estado. Foram aproximadamente R$ 328 milhões abocanhando a fatia de 14% dos R$ 2,3 bilhões. Apesar da pequena parcela no desembolso, foram estes setores, sobretudo o comércio e serviços, que obtiveram um maior número de solicitações de empréstimo com o BNDES, com 2.132 operações em 2010 contra 1.001 em 2009.
No que se trata ao tamanho das empresas que pediram dinheiro do BNDES, as micro empresas expandiram o número de operações em 159% em relação ao ano de 2009. Foram 2.191 empréstimos aprovados com um total de R$ 71,21 milhões. Este dado também é 159% a mais do que foi financiando no período de janeiro a dezembro do ano anterior.
O crescimento no número de operações reflete a defesa do BNDES utilizando como justificativa o apoio dado pelo PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Segundo declarações do presidente do banco, Luciano Coutinho, em meados do segundo semestre de 2010, o programa permitiu que o BNDES ficasse mais próximo das micro, pequenas e médias em empresas.
O argumento foi um rebate às críticas feitas de que o banco concentrava desembolsos em alguns grandes grupos econômicos favorecidos. As grandes empresas no Amazonas movimentaram cifras próximas aos R$ 2 bilhões em 2010 com apenas 321 operações. O Estado ficou em segundo lugar entre as demais unidades federativas do Norte do país com maior volume de desembolso, perdendo apenas para Rondônia com R$ 5,426 bilhões.

Poupança tem menor captação no Estado

Com um número de contas maior em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, 361 mil contra mais de 386 mil em 2011, a Caixa Econômica também obteve uma captação líquida maior no Amazonas. Foi divulgado ontem que o Estado alcançou em janeiro um recolhimento de R$ 26,63 milhões através da poupança. Em janeiro de 2010, o banco estatal conseguiu R$ 15,67 milhões.
O saldo da poupança para os cofres do banco passou de R$ 918,30 milhões no primeiro mês de 2010 para mais de R$ 1,19 bilhão no mês passado. Atualmente, a Caixa é responsável por 44% do saldo existente no mercado.
De acordo com a divulgação feita pela empresa, a Caixa Econômica Federal encerrou o balanço nacional de janeiro com a marca de R$ 130,6 bilhões em saldo de poupança, o que lhe garantiu o primeiro lugar na posição de mercado, com alcance de 34,26% na população, a maior participação desde outubro de 2009.
Segundo a Caixa, no balanço do Banco Central, todas as instituições financeiras somaram captação líquida positiva de R$ 275 milhões no mês de janeiro, em caderneta de poupança. Esse resultado foi influenciado, em parte, pelos R$ 909,9 milhões captados pela Caixa no mesmo período.

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