Cesta básica é a 2º mais cara em 2011

O amazonense inicia o ano de 2011 pagando R$ 255,80 pela cesta básica, desembolsando R$ 39,27 a mais do que pagou em janeiro de 2010 (R$ 216,52), de acordo com os valores divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Manaus fechou o ano de 2010 entre as três mais caras cestas básicas do Brasil e inicia 2011 como destaque no ranking dos valores elevados. Segundo dados divulgados no início de janeiro pelo Dieese, no ano que passou, o amazonense pagou a segunda mais cara cesta básica do Brasil, com valor de R$ 250,56, ficando atrás somente de São Paulo ( R$ 264,61).
Segundo a supervisora técnica do Dieese no Amazonas, Alessandra de Moura Cadamuro, as peculiaridades do Estado influenciam, mas não de forma tão especial e não são determinantes para que Manaus seja a terceira capital mais cara no ranking nacional. “Mesmo com as peculiaridades do Estado, temos que contar com a logística de boa parte do que é consumido, que vem de fora, o movimento de alta e redução acompanha o movimento nacional de cada produto, que depende de safra e entressafra”.
Para o presidente do Conselho de Economia do Amazonas, Erivaldo Lopes, os índices nacionais não justificam e não deveriam influenciar no aumento dos valores de produtos pelos comerciantes locais. “Quando o governo divulga os índices de inflação, estes podem funcionar para o comércio, de forma geral, como indexadores de preços futuros. O governo precisa estar atento para que o consumidor final não seja penalizado por conta da fiscalização ineficiente do preço da cesta básica”, alerta o economista.
Na pesquisa Dieese do mês passado, o feijão foi um dos itens destacados com relação ao ano passado, chegando a 61,86% de variação anual.
Enquanto em janeiro de 2010 o amazonense pagou R$ 10,62 por 4,5kg do produto para se manter no mês, em janeiro de 2011 ele trabalhou três horas a mais e teve de pagar R$ 17,19. A carne continua liderando em valores, sendo necessário desembolsar R$ 67,68 para comprar 4,5kg em janeiro de 2011. A variação anual sofrida pela carne foi de 22% e o trabalhador pagou R$55,22 em janeiro de 2010. Também sofreram variações para mais em 2011: a farinha (17,49%); o tomate (29,16%) e a banana (11,15%).

Mínimo teria que ser de R$ 2,19 mil para consumidor

O custo médio da cesta básica subiu em janeiro em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) As maiores altas ocorreram em Brasília (9,41%), Fortaleza (5,25%), Rio de Janeiro (3,94%) e Aracaju (3,91%). A cidade de São Paulo é a que possui a cesta mais cara, de R$ 261,25, seguida por Manaus (R$ 255,80) e Brasília (R$ 255,65).
O Dieese calculou também que, para comprar os alimentos essenciais, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em janeiro, na média das 17 capitais, 95 horas e três minutos de trabalho. Por causa do reajuste de 5,88% aplicado ao salário mínimo, para R$ 540, esse total é mais de três horas inferior ao de dezembro.
O valor do salário mínimo que seria necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, de acordo com o Dieese, ficou em R$ 2.194,76 em janeiro. O valor é 4,06 vezes superior ao mínimo atualmente em vigor.

Veneza possui a cesta mais cara

O valor da cesta básica pode variar, não somente por índices de mercado, mas também pela escolha do supermercado onde as compras serão realizadas. Em todos há diferença nos valores dos itens da cesta básica. Para não sentir tanto no bolso, é necessário pesquisar ou buscar locais onde as pesquisas estão disponíveis, assim se poupa um pouco mais. Uma das pesquisas mais detalhadas e com mais de 30 itens divididos em alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal, é feita pela Comissão do Consumidor da ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), que também oferece atendimento ao cidadão que se sentir lesado. No ano passado a pesquisa da Comissão indicou o supermercado Friller, da Grande Circular (Zona Leste), como o local com a cesta básica mais em barata, R$ 139,34. Já o supermercado Veneza, do Parque Dez (Zona Centro- Sul), R$169,86 foi o mais caro em 2010.
A cesta básica é constituída de itens que avaliam o poder de compra de quem ganha um salário mínimo para suprir as necessidades alimentares básicas de uma pessoa durante um mês. O seu valor é calculado a partir da média dos preços mínimos praticados pelo comércio. Ela é composta de 12 produtos: carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo/mandioca, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga (definidos pelo Decreto 399 de 1938).

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