7 de maio de 2021

Pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon (OSU) estão próximos de apresentar um novo tipo de sensor óptico mais próximo do olho humano. A inovação, também conhecida como sensor retinomórfico, será capaz de imitar a percepção de mudanças no campo visual dos olhos e deverá ter papel importante na próxima geração da inteligência artificial (IA).

As tentativas passadas de criação do sensor emperraram na necessidade de softwares ou hardwares complexos, explicou John Labram, pesquisador da Faculdade de Engenharia da OSU e um dos desenvolvedores da inovação, junto da graduanda Cinthya Trujillo Herrera.

Segundo Labram, a visão humana tem uma peculiaridade interessante: ela é bem adaptada para detectar objetos em movimento, e é “menos interessada” em imagens estáticas. Desse modo, o circuito óptico prioriza os sinais dos fotorreceptores que detectam alterações na intensidade da luz — perceptível quando focamos o olhar em determinado ponto e os objetos ao redor começam a “desaparecer”.

As câmeras fazem um processo parecido, mas são mais adequadas ao processamento sequencial. Ou seja, imagens estáticas resultarão em tensões de saída mais ou menos constantes do sensor, dependendo do escaneamento feito pela matriz bidimensional dos receptores.

Cientistas criam ‘pele mecânica’ usando metal líquido

Composto consegue se fundir de forma semelhante à cicatrização da pele

Um grupo de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, localizada em Pittsburgh, nos Estados Unidos, utilizou metal líquido para criar uma espécie de “pele mecânica” capaz de conduzir eletricidade e se recuperar de danos físicos.

Partes separadas do composto, feito de uma liga de gálio e índio, conseguem se fundir de forma semelhante à cicatrização cutânea, possibilitando a criação de circuitos mais resistentes e super adaptáveis, que podem até ser apagados e refeitos.

Os cientistas do Soft Machines Lab, coordenados pelo professor de engenharia mecânica Carmel Majidi, dizem ser possível usar a tecnologia em géis e outros polímeros, e o material ainda pode ser impresso em 3D.

Uma aplicação possível para a pele mecânica é na geração de energia através de movimento humano com equipamentos eletrônicos vestíveis, os chamados wearables, de maneira similar ao processo em que se obtém eletricidade ao esfregar um balão no cabelo de uma pessoa.

Para além do vestuário, os integrantes do Soft Machines Lab acreditam que a pele mecânica pode ser utilizada na robótica bioinspirada, na interação humano-computador, em tecnologias vestíveis e em células solares.

Hyundai compra Boston Dynamics e pode avançar com carro que “anda”

A Boston Dynamics, empresa norte-americana de robótica, foi adquirida pela Hyundai. O negócio, avaliado em US$ 880 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões), dará à montadora 80% de participação. O negócio sugere que a Boston Dynamics é avaliada, atualmente, em US$ 1,1 bilhão.

O anúncionesta semana também aponta que o presidente da Hyundai Motor Group, Euisun Chung, terá 20% de participação em negócios futuros da empresa. A expectativa de Chung é de reduzir a dependência da fabricação tradicional de automóveis. Assim, o setor de robótica deverá ser responsável por 20% dos negócios futuros, a fabricação de carros por 50% e a mobilidade urbana por 30%.

Carros-robô da Hyundai no futuro?

A Boston Dynamics se tornou popular por causa de robôs como o Atlas e o Spot, uma espécie de cão-robô que, inclusive, foi usado para apoiar pacientes na pandemia de Covid-19. O preço do Spot, para quem pensa em fazer a aquisição, é de US$ 74,5 mil. Os robôs desenvolvidos pela companhia também são voltados para aplicações industriais.

Não se sabe, ao certo, quais são os planos a curto prazo da Hyundai com a aquisição, apesar do claro investimento em robótica. Durante a CES 2019, a empresa exibiu um conceito chamado Elevate, que trata-se de um carro que pode “andar”.

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