2 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Partindo do princípio de que nada humano é perfeito, hoje decidi abordar aquilo que penso ser motivo de muita reflexão por parte de muitos brasileiros patriotas: a Democracia no Brasil. Vivemos em uma Democracia ou em um regime de Democracia parcial? Sim, porque pelo que vivi desde os anos 50, hoje é comum ver ou ouvir pessoas sendo processadas por suas opiniões. Isso não é típico da Democracia. Atualmente nos restringiram, perante leis, que não sei exatamente quais, que a tal da Liberdade de Expressão, tão cara a um povo livre, não se aplica aos casos A, B, C, D etc. Ora, então estamos em um regime de Liberdade de Expressão Restrita? Ou estou enganado? Alguns amigos me dizem que a nossa Liberdade de Expressão não está restrita e, sim, apenas regularizada. Outros dizem que se você falar mal de algumas instituições ou autoridades públicas, sustentadas pelos nossos impostos, será preso. Daí eu penso: é tanque na rua ou caneta na mão? Qual o pior? Ou seja, na minha visão, a tal da Democracia que existe no meu país, atualmente, é bem diferente do conceito filosófico grego. Está mais próxima a uma “ditabranda”, ou a uma doença autoimune, que mata sem dor, sem escândalos, sem barulho, sem tiro, sem tortura. Mas, também mata. Me parece. Talvez seja devido ao veneno disseminado pela parte podre da imprensa que quer tudo, fogo no parquinho, circo pegando fogo, todos os membros do STF não sendo de Direita, um presidente que aceite suborno deles, ou que invista trilhões e trilhões nos artistas, sob o disfarce da tal Lei Rouanet, cuja filosofia é espetacular, mas foi, ao longo dos anos, vilipendiada. Eu não vou criticar autoridade nenhuma e por nada. Fui formado assim: “a continência visa à autoridade e não à pessoa”. Eu posso ter ódio do cidadão A ou B, mas, se ele estiver investido de autoridade, presto a continência regulamentar e a vida segue. Ou seja, os meus sentimentos dizem respeito só a mim mesmo. E pronto! Voltando à minha infância, quando da intervenção popular que exigiu a ação das Forças Armadas para reestabelecer um mínimo de dignidade neste país, lembro que isso foi considerado apenas intervenção. Quando fecharam o Congresso e o STF, ali foi a ruptura. Mas, fecharam e só isso. Não fuzilaram seus integrantes. Bem diferente da Revolução Russa e dos métodos de Fidel Castro em Cuba. Claro que muitos não abordam esses exemplos por aí. Contraria a narrativa do terceiro milênio, não é ? Mas, voltando ao nosso tema, temos que fazer ilações com os dados que recebemos dos amigos de Brasília, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Minhas fontes se conflitam, e muito. Tenho amigos na Direita e na Esquerda. E tenho amigos radicais em ambas as correntes ideológicas. Só não acompanho nada da TV aberta. E nem da TV fechada. Eu deveria? Não. Mas, não mesmo. Enfim, vamos aguardar a votação das eleições terminar e finalizar a contagem dos votos. Em uma Democracia, seria televisionado, em cadeia nacional, desde o início até a proclamação do vencedor. O dia todo. Em todos os detalhes. Não precisaríamos de União Europeia ou ONU ou qualquer outro grupo de burocratas por aí. Espero que haja apenas honestidade. Se não houver, bem, já sabemos o que é ruptura. E a vida irá seguir, igualzinho na primeira vez. Eu vi e vivi ! Será que pode acontecer de novo? Vou abrir uma cerveja.

Carlos Silva –  É Professor e Coronel do Exército, na Reserva, serviu mais de 15 anos na Amazônia.

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