Refinaria fecha comercialização recorde de asfalto no AM

A Reman (Refinaria Isaac Sabbá) atingiu em agosto o seu recorde de vendas de CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) 50/60, tipo de asfalto aplicado em trabalhos de pavimentação. Ao comercializar 7.361 toneladas desse derivado de petróleo, a unidade –única produtora de asfalto na região Norte– apresentou crescimentos superiores a 100% na comparação com as médias mensais registradas nos anos de 2005 (3.200 toneladas) e 2006 (3.500 toneladas).
Com a venda de 8.405 toneladas de asfalto no último mês, a Reman faturou R$ 7,83 milhões, obtendo assim um acréscimo comercial de 37% no confronto com julho deste ano. Só o CAP 50/60 respondeu por 87,5% de todo o volume comercializado, sendo o restante vendido na forma de CM-30, tipo de ADP (Asfalto Diluído de Petróleo) que é produzido a partir do cimento asfáltico.

Investimentos implementados

O gerente-geral da refinaria, Augusto Cesar de Carvalho, avaliou que a demanda histórica verificada no Estado do Amazonas, principal consumidor dos produtos asfálticos na região, é resultado dos investimentos feitos pelos governos municipal e estadual na recuperação e expansão da malha viária.
Outro fator que proporcionou o aumento nas vendas do cimento asfáltico, no entendimento do dirigente, foi o bom desempenho das unidades produtivas da Reman, que depois de passarem por uma modernização entre novembro de 2006 e janeiro deste ano, estão oferecendo maior confiabilidade.
“Depois da paralisação, as operações ganharam estabilidade e uma confiabilidade muito boa”, destacou Augusto Cesar de Carvalho.

Unidades se modernizam com recursos de R$ 40 mi

De acordo com Augusto Carvalho, a modernização de unidades operacionais recebeu investimentos da ordem de R$ 40 milhões. Apesar de satisfeito com a performance inédita da refinaria, Carvalho lembrou que as vendas de CAP 50/60 efetuadas em agosto estão bem acima da média de 5.000 toneladas/ mês registrada em 2007. “O recorde obtido no último mês não significa que as vendas vão continuar na faixa de 7.000 toneladas”, observou o gerente.
O executivo projetou ainda que a Reman deve encerrar este ano com a média mensal de 5.000 toneladas de CAP 50/60 vendidas por mês. Se atingido, o resultado representaria crescimento de aproximadamente 42% sobre o desempenho comercial do último exercício.

Mercado ‘quente’

No que depender da demanda do mercado asfáltico de Manaus, as vendas da Reman vão dar sequência à curva ascendente dos últimos anos. Com a proximidade do ano eleitoral, em que o prazo para inaugurações de obras termina no mês de abril, a cidade virou um grande canteiro e ‘borbulha’ projetos que visam à melhoria da infra-estrutura.
Para além do âmbito municipal, a retomada das obras na rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (Rondônia), promete gerar uma demanda extra de asfalto nos próximos anos. “As obras realizadas na capital do Amazonas e na BR-319 sinalizam aquecimento do mercado. Nesse sentido, a Reman tem a vantagem de oferecer produtos aos distribuidores sem o custo adicional do frete”, enfatizou o gerente-geral.
Segundo Augusto Cesar de Carvalho, a refinaria tem capacidade para produzir 10 mil toneladas mensais de asfalto.
Por dia, a unidade processa 46 mil barris de petróleo, dos quais 1,5% é transformado em produtos asfálticos. A maior parte do petróleo extraído na província de Urucu é destinada à produção de gasolina e nafta petroquímica, que absorvem cerca de 40% do refino.
O diesel é outro produto que responde por uma parcela significativa do processamento (35%), seguido pelo óleo combustível (13%), o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e o querosene, ambos com participação de 5%.

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