Greve dos Correios ainda está longe de abalar a indústria local

Por Daisy Melo

A paralisação dos funcionários dos Correios ainda não está prejudicando os negócios do PIM (Pólo Industrial de Manaus). Os serviços personalizados de entrega de encomenda dos Correios, utilizados principalmente por empresas, continuavam funcionando normalmente até o final da tarde de sexta-feira.
O Sedex, E-Sedex, Exporta Fácil e o PAC, serviço mais utilizado pelas indústrias da ZFM (Zona Franca de Manaus), não foram atingidos pela greve, de acordo com o assessor de comunicação dos Correios, Ageu Cavalcante.“Como as empresas precisam enviar constantemente um grande volume de produtos, é mais vantajoso para os empresários, em termos de custo, utilizar estes serviços, ao invés de usarem o método convencional”, disse.
Segundo ele, menos de 100 funcionários de Manaus, do total de 1.400, aderiram à greve, que começou na última quinta-feira, dia 13. O único serviço prejudicado com a paralisação é o de entrega de correspondências feito pelos carteiros. Todas as agências estão operando, mesmo com a baixa de alguns carteiros.

Cieam admite que está havendo atraso nas entregas do Sedex

A zona Norte de Manaus está sendo a mais prejudicada, devido o maior número de adesão à greve de profissionais que cobrem esta área da cidade.
O diretor executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, informou que apesar de estar ocorrendo atrasos nas entregas do Sedex, até o momento o pólo de Manaus não sentiu forte impacto com a greve.
“Por enquanto, a greve dos Correios não trouxe dificuldades para a Zona Franca. Talvez algumas empresas que utilizam os serviços de pequena carga ou o setor comercial estejam encontrando problemas com a paralisação. Mas, o prejuízo no âmbito industrial é pouco significativo”, assegurou Mota.

Reivindicações da categoria

Os funcionários dos Correios reivindicam ajuste salarial no valor de R$ 200 e aumento do piso salarial de R$ 524 para cerca de R$ 1.089. Outras exigências da categoria são a modificação do turno de entrega das correspondências da tarde para a manhã, a implantação de um PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) e o aumento de 47,77% como reposição de perdas salariais no período de 1994 a 2007.
A assessoria de comunicação da divisão regional dos Correios no Estado informou que, apesar de a paralisação atingir sobretudo o setor de distribuição, não houve prejuízo substancial para os serviços oferecidos.
Segundo o diretor regional dos Correios no Amazonas, José Luís Borges Silveiro, as negociações já estão ocorrendo em Brasília, a partir das reivindicações apresentadas pela federação que representa os sindicatos em todo o país.
“O maior empecilho para essas negociações é o reajuste superior a 47%. A empresa ofereceu um reajuste que pode chegar a 13% até janeiro, um abono de R$ 400, divididos em duas parcelas, e um incremento de R$ 50 no salário dos funcionários”, disse
Silveiro diz que as conversas com a categoria continuam. “A expectativa é que haja a possibilidade de se fechar um acordo e a partir de segunda-feira o assunto esteja normalizado”, comentou o diretor.

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