Redução de gargalos cortaria custos em mais de 10%

Um corte de 10% nos custos do comércio exterior do PIM (Polo Industrial de Manaus) é o resultado imediato esperado pela indústria local, caso a Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior) atenda as reivindicações do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) feitas durante o 1º Encontro Estadual do Grupo Técnico de Facilitação do Comércio, ocorrido na sede da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), neste mês.
Na opinião do presidente do Cieam, Maurício Loureiro, caso efetivadas, as propostas poderão trazer grandes benefícios à ZFM (Zona Franca de Manaus), pois, com o aumento de competitividade é possível alcançar os mercados com maior facilidade, além de poder aumentar a participação porcentual dos mesmos. Outro aspecto positivo apontado pelo dirigente é o de poder aumentar a produção e gerar mais empregos.
Em termos numéricos, Loureiro disse ser possível fazer algumas previsões, como elevar os valores agregados com a redução dos tempos. “Imagine se fossemos mais competitivos e pudéssemos concorrer de igual para igual com os coreanos, japoneses e chineses, abstraindo-se toda a burocracia e os custos marginais que temos hoje por conta de tudo que expusemos ao grupo técnico da Camex. Sem sombra de dúvida, cresceríamos, no mínimo 10% em termos competitivos. Ou seja, se um produto nosso ao ser fabricado custa R$ 100, poderíamos fazê-lo por R$ 90”, explicou.
Os dirigentes de classe do Cieam e da Fieam reivindicaram aos integrantes do GTFAC (Grupo Técnico de Facilitação do Comércio), órgão de assessoramento técnico do Camex, que os órgãos intervenientes -Receita Federal, Alfândega, Ministério da Agricultura, entre outros- funcionem 24 horas nos sete dias da semana. Atualmente, os órgãos funcionam oito horas e cinco dias na semana. “É preciso que haja maior interação entre a Receita, alfândegas do porto e aeroporto, superterminais, portos e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) para que esse problema seja minimizado”, destacou o diretor-executivo da Fieam, Flávio Dutra, durante a reunião.

Questões essenciais

Maurício Loureiro disse que acredita que o governo federal realmente está preocupado em resolver as questões, inclusive no PIM, visando desenvolver o comércio exterior. “Precisamos sempre acreditar que as autoridades, pelo menos a maioria, está preocupada com o Brasil e com seu desenvolvimento. Um país só prospera efetivamente quando sua sociedade cresce, principalmente em educação e em renda, e percebe perspectivas de longo prazo”, avaliou.
O presidente do Cieam definiu a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola como uma pessoa competente e capaz, assim como os demais integrantes da equipe, apontando que estão realmente imbuídos e dedicados em fazer com que o Brasil possa surfar na onda do comércio exterior de uma forma mais eficiente e eficaz. “Competindo de igual para igual com outros países que absolutamente não se curvarão nem serão bonzinhos conosco, se não tivermos capacidade competitiva”, assinalou.
Segundo Loureiro, é preciso buscar competência e competitividade a qualquer preço, porque os “donos do mundo” serão aqueles cuja capacidade de inovação, de criação e de pertinácia chegarem primeiro ao pódio do comércio exterior.

Voo semanal para Argentina

A complexa burocracia no processo de exportação e a demora no processo de retificação da DI (Declaração de Importação) e DA (Despachos Aduaneiros) são apontados como gargalos no comércio exterior. Para atenuar os atuais problemas, os dirigentes de classe da indústria propõem um voo semanal entre Manaus e Argentina, evitando transbordo no aeroporto de Guarulhos (São Paulo) e atraso de até dois dias na entrega de mercadorias. As reivindicações não param por aí. Os empresários querem ampliação do quadro de pessoal, melhoria da infraestrutura operacional e existência de mais recintos alfandegários, além da extensão de horário e dias de funcionamento das alfândegas.
Por ocasião da visita do grupo técnico da Camex, Lytha Spíndola destacou que as demandas apresentadas pelo setor privado local convergem com as propostas que já estão sendo discutidas pelos órgãos do governo federal. Ela avaliou que os esforços possibilitarão ao PIM tornar-se cada vez competitivo no comércio internacional, aperfeiçoando os mecanismos de controle e desburocratizando as operações de importação e exportação sem comprometer a eficácia dos processos e os controles necessários. “O país se prepara cada vez mais para atender os pré-requisitos e facilitar o comercio internacional”, finalizou.

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