Produção industrial sobe 0,3% em julho

A produção da indústria brasileira cresceu 0,3% na passagem de junho para julho, na taxa livre de influência sazonais (típicas de cada período). Foi o segundo índice positivo seguido, após três meses de queda. Em junho, o indicador havia registrado alta de 0,2%. Os dados do setor foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na comparação com julho de 2011, porém, a produção industrial recuou 2,9%. Trata-se do 11º mês de contração da atividade industrial nesse indicador. Com esse resultado, o setor fabril acumula queda de 3,7% de janeiro a junho deste ano frente a igual período do ano passado. Já nos últimos 12 meses encerrados em julho, a indústria registra uma retração de 2,5%.
Os dados mostram que a indústria começa a esboçar uma reação, sob impacto da retomada do consumo, do crédito menos seletivo por parte dos bancos e especialmente das medidas do governo de corte de impostos -em especial a redução de IPI para veículos.
O desempenho favorável da indústria em julho sinaliza que a economia do país pode estar em processo de aceleração no terceiro trimestre, conforme as previsões de economistas.
Para André Macedo, economista do IBGE, os dois resultados positivos seguidos, que somam uma alta de 2%, não compensam as perdas acumuladas de março a maio -período no qual a indústria se contraiu em 2%. “Há uma ligeira retomada da atividade industrial, mas que não anula as perdas anteriores”, disse Macedo.

Setores

Segundo o IBGE, os destaques positivos, por setores, ficaram com veículos (4,9%), alimentos (2,1%) e máquinas e equipamentos (3%) na taxa de junho para julho. Já as perdas mais significativas ficaram com produtos de metal (-6,7%) e outros equipamentos de transporte (-7,4%).
Por categorias de uso (que agrupam os produtos de acordo com o tipo de consumo que se destinam), os melhores resultados de junho para julho ficaram com bens de capital (1%) -o que sinaliza a retomada dos investimentos em máquinas e equipamentos, já que trata-se do segundo mês de expansão- e bens duráveis (0,8%), impulsionados pela redução de IPI para a linha branca, móveis e veículos. Os bens intermediários registraram alta de 0,5%. Já os bens de consumo semi e não duráveis tiveram queda de 0,8%.

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