Taxas menores atraem clientes

Quase 59% dos brasileiros mudariam de banco se o concorrente oferecesse taxas de juros menores. Foi o que revelou uma sondagem feita pelo instituto de pesquisa Data Popular, especializado em abordagens com público de baixa renda ou pertencente à nova classe média.
A pesquisa, realizada no segundo trimestre com 5.182 entrevistados de todo o país, também revelou que mais da metade dos brasileiros (53% do total dos entrevistados) acreditam que as instituições públicas oferecem a menor taxa de juros.
“O consumidor está muito mais propenso a ir para as instituições públicas do que para os privadas, principalmente por causa dos juros”, disse Wagner Sarnelli, sócio-diretor do Data Popular, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo Sarnelli, o grande destaque da pesquisa foi demonstrar que o consumidor tem a percepção de que os juros bancários estão baixando, principalmente nos bancos públicos. “A grande informação é que, definitivamente, o consumidor captou que os bancos públicos estão fazendo um movimento para fornecer taxas de juros menores e que os bancos privados ainda não conseguiram passar a percepção de que estão trabalhando para isso.”
Há uma boa parcela da população, cerca de 35%, que não sabe ainda distinguir um banco privado de um banco público e qual deles oferece juro menor. Outro dado interessante é que mais da metade dos entrevistados reclamaram que se sentem prejudicados por sua instituição bancária e 71,7% deles disseram ser mal atendidos quando vão ao banco.

Inadimplência limita redução dos juros

A concorrência entre as instituições financeiras pode ajudar a reduzir as taxas de juros do cartão de crédito, na avaliação do professor da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques.
Para o especialista em finanças pessoais, a ação dos bancos públicos pode estimular a concorrência. “Não tem como estimar por quanto tempo os bancos públicos vão aguentar [manter a estratégia de redução de juros], mas com certeza, mexe com o mercado”, diz Marques.
Marques avalia que as taxas de juros de cartão de crédito no país são altas devido à inadimplência. “O banco não tem garantia de que vai receber e aí cobra juros altos. As taxas de cartão de crédito, cheque especial e de agiotas são o fim da linha. É a dívida do desespero”, acrescenta o professor.
De acordo com levantamento do Banco Central, em julho, a taxa de inadimplência, considerados os atrasos superiores a 90 dias, do cartão de crédito para pessoas físicas chegou a 28,1%. O professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcos Crivelaro, alerta que, mesmo com taxas menores, compras não devem ser feitas por impulso, mas planejadas. “Quanto mais barato, mais as pessoas vão usar. Mas não se pode acumular dívidas”, diz o professor, que também é especialista em matemática financeira e consultor em finanças.

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