Após recorde, setor prevê vendas menores

Depois de atingir o melhor mês da história em vendas, o setor automotivo prevê uma desaceleração nos próximos dois meses. A Fenabrave (federação das concessionárias) espera uma média de 16 mil emplacamentos diários de carros e comerciais leves em setembro, com uma pequena elevação em outubro.
No mês passado, a média das vendas chegou a 17,6 mil unidades por dia. Em maio, antes da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a média de vendas era de 12,5 mil veículos. A redução do IPI foi estendida até o final de outubro.
A entidade prevê uma retomada dos estoques de carros e veículos comerciais leves, que em agosto chegaram a menos de 15 dias nas concessionárias, com alguns modelos em falta. A indústria reverteu o quadro de retração do início do ano ao longo dos últimos três meses graças à medida de estímulo anunciada pelo governo em maio.
Houve melhora também nas aprovações de pedidos de crédito. Hoje, 65% das fichas são aceitas, número que não passava de 35% em maio. Diante do recorde de agosto, a Fenabrave revisou a previsão para 2012 –passou de queda de 0,4%, em junho, para alta de 8,05%.
Segmentos
A reação se restringe apenas aos segmentos de carros e utilitários novos. Veículos usados, motos e caminhões seguem patinando. Nos dois primeiros casos, o problema é a falta de crédito. A aprovação de fichas não passa de 20% em ambos. A entidade negocia com o governo a liberação de depósitos compulsórios direcionados para diminuir o custo de financiamentos e elevar as aprovações.
Já no segmento de caminhões, a retração de 20% até agosto é fruto da mudança no padrão de combustível na frota brasileira, que causou antecipação nas compras no ano passado, o melhor já registrado pelo segmento. De acordo com o presidente-executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção, as medidas do governo para o segmento -redução dos juros e plano de compras governamentais- devem demorar até três meses para provocar uma reação no mercado.
Assumpção acredita ser possível recuperar no próximo ano metade da perda de 2012 no segmento de caminhões, que representaria cerca de 15 mil unidades, ou alta de 10% sobre o volume previsto para este ano.

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