Produção de ovos totaliza 63 milhões de dúzias em 2019

Em sintonia com o incremento na criação de galináceos (+7,7%), a produção de ovos de galinha do Amazonas cresceu 2,3% em 2019, totalizando 63,6 milhões de dúzias de ovos, registrando a maior produção e também o maior valor de produção (R$ 228,3 milhões) da região Norte. A produção de leite, por outro lado, caiu 2,7% na mesma comparação com 2018, totalizando 43,8 milhões de litros. Vale notar que houve queda no ritmo dessa atividade, na maior parte dos Estados do Norte.

É o que se conclui a partir da PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal), do IBGE. Os números foram obtidos mediante consulta a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária. O órgão federal de pesquisa ressalta, entretanto, que os dados de 2019 ainda são resultados preliminares, e podem sofrer alteração até a próxima divulgação.

O grupo dos galináceos teve crescimento de 7,7%, no Amazonas, no período de referência da pesquisa. Em 2018, o total de galináceos era de 3.887.275 e para 4.211.718, no ano seguinte. O incremento se deu tanto no efetivo de galinhas (+13,4%), quanto no de codornas (+35,6%). No Brasil, os números se mantiveram estáveis, com 1,5 bilhão de cabeças e acréscimo de 0,1%.

O levantamento mostra que o efetivo de galináceos no Estado só perdeu para o do Pará e o de Tocantins, na região Norte. Os municípios do Amazonas om maiores efetivos de rebanhos de galináceos foram Manaus, Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva e Itacoatiara. “A capital amazonense domina a produção, e também se nota crescimento da produção de Manacapuru”, assinalou o IBGE, no texto da sondagem. 

Em paralelo, a produção de ovos de galinha no Amazonas superou a marca de 2018 em 2,3%, e alcançou 63,3 milhões de dúzias. O Estado continua na liderança, no âmbito da região Norte, e ocupa a 12ª posição do ranking brasileiro. Seu valor de produção em 2019 (R$ 228,368 milhões) foi R$ 28,2 milhões mais robusto do que o do registro de 2018, além de ser também o mais elevado da região Norte. Os cinco maiores produtores locais de ovos de galinha se situaram em Manaus, Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva e Itacoatiara.

Queda geral

Na outra ponta, a produção leiteira amargou recuo. Em 2019, com o total de 93.310 vacas ordenhadas, o Amazonas produziu 43,844 milhões litros de leite, com produtividade de 470 litros/vaca/ano. O leite produzido gerou o valor de R$ 64,901 milhões. A produção nacional chegou a 34,8 bilhões de litros, com alta de 2,7% em a 2018 – o segundo maior volume já registrado na pesquisa. 

A região Norte, contudo, teve casos de estabilidade ou queda. No Amazonas, a produção caiu 2,7% em relação a 2018 (45,39 milhões de litros). Fazendo a comparação com outros Estados vizinhos, a produção local supera apenas Amapá e a Roraima. Os cinco maiores produtores amazonenses de leite n foram Autazes, Careiro da Várzea, Apuí, Parintins e Manicoré. Todos tiveram pequenas oscilações e seguira próximos à estabilidade, entre 2018 e 2019, conforme análise do IBGE.

Tradição e sazonalidade

No entendimento do titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas), Petrúcio Magalhães Júnior, os números do IBGE comprovam o “bom momento” do setor primário amazonense, fruto dos “investimentos corretos” do Plano Safra do Governo do Amazonas em uma atividade do setor primário que já conta com anos de trabalho e expertise local. 

“A produção de ovos é uma tradição de mais de 50 anos e, ao longo desses anos, avançamos muito na produção e na qualidade do ovos produzidos aqui, no Estado. É preciso que o consumidor amazonense valorize nossos produtos regionais que geram emprego, renda e melhoram a vida de quem mora aqui”, afiançou”, asseverou.

No caso do desempenho negativo da produção leiteira, o secretario estadual considera que tudo se deveu a fatores sazonais, que devem ser revertido pelas ações da Sepror, no médio prazo. “Estamos apoiando muitas queijarias regionais, com certificação sanitária, e acreditamos que o reconhecimento da área livre de vacinação da febre aftosa nos 13 municípios da região Sul, assim como o crescimento do rebanho bovino, com melhoria do padrão genético do rebanho, devem contribuir para que a produção de leite reaja e tenhamos recuperação nos próximos anos”, afiançou.

Aumento de custos

O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, reforça que a avicultura de postura é um segmento com mais de meio século de atividade no Estado, a partir da participação de famílias empreendedoras amazonenses e de famílias da colônia de origem nipônica. “Com isso, o Amazonas tem hoje um polo de produção de ovos com destaque nacional, e que acumula experiência e competitividade. O crescimento de mostra a capacidade e a trajetória importante dessa cadeia produtiva”, frisou.

O dirigente destaca, por outro lado, que a redução da produção de leite registrada no ano passado também se verificou em outros Estados. “Isso ocorreu principalmente pelo aumento de custos de insumos. Mas, aqui, em nosso Estado, acreditamos que a atividade retome o crescimento neste ano. Principalmente, pelos investimentos que vêm ocorrendo por produtores de laticínios em vários municípios”, finalizou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email