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Preservação que alimenta o social

Por Pricila de Assis

A preservação ambiental tem se tornado cada vez mais um assunto de interesse não apenas local e popular, mas vem preocupando as principais lideranças governamentais do mundo, que desde 1970 atuam em estratégias e campanhas para proteger a biodiversidade na Amazônia. Diante deste desafio da preservação do meio ambiente, particularmente, na região Norte do Brasil, algumas organizações independentes e empresas privadas, trabalham com projetos sociais ambientais para educar o povo a ter consciência ecológica.

De acordo com CEO da Tree Earth, Vicente Tino, especializada em recuperação de áreas degradadas, esclarece que desde 2022 vem atuando nos plantios de árvores nativas e ações de educação ambiental em comunidade ribeirinha, com a iniciativa desenvolveu um aplicativo para georreferenciar essas árvores plantadas.

“A startup reúne diversos atores para a realização dos plantios com remuneração para cada um deles. Esta engrenagem inclui viveiros (locais que preparam as mudas para os plantios), famílias de comunidades ribeirinhas, o proprietário das terras, além da própria startup. A startup tem plantios realizados na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, no Brasil e, também, está sendo utilizado em países como Portugal e Tanzânia”, disse.

Além disso, a startup incluiu o projeto ‘Barco Escola’ em parceria do TRT-11, que firmou Acordo de Cooperação Técnica com a Semed (Secretaria Municipal de Educação), para levar educação ambiental e empreendedora para crianças e adolescentes. Neste ano conta com o apoio da Samsung, Greif, Caloi e Atem para uma semana de ação ambiental.

“Reforçamos a parceria com as empresas para mostrar que o plantio da Semana do Meio Ambiente não é uma ação pontual, mas a demonstração de um compromisso das empresas e instituições com o meio ambiente e com a educação das comunidades ribeirinhas”, afirmou.

Comunicação ambiental

O projeto “Repórteres da Floresta” da FAS (Fundação Amazônia Sustentável), em parceria com o Movimento Bem Maior e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), todos os anos realiza formação de jovens ribeirinhos comunidades localizadas em RDS (Reservas de Desenvolvimento Sustentável) do Amazonas. Um dos principais objetivos do projeto é realizar oficinas que vão ajudar os jovens ribeirinhos a compartilharem sua realidade com o mundo, além de denunciar degradação ao meio ambiente.

A gerente do Programa de Educação para Sustentabilidade da FAS, Fabiana Cunha, avalia que o projeto não ajuda apenas na questão socioambiental, mas dá a oportunidade de explorar e captar aspectos de seu cotidiano, estimulando para ter outras perspectivas em suas jornadas.

“O repórter da floresta é aquele jovem que mora numa comunidade ribeirinha e que recebe a missão de contar para o mundo como é sua vivência na Amazônia. Durante o projeto, os jovens participam de várias capacitações voltadas para a educomunicação: como tirar fotografia, editar um vídeo e fazer uma entrevista para que produzam materiais retratando seu dia a dia na comunidade. Para eles, é uma ação muito importante, porque é muito melhor do que ouvir alguém falar sobre a vida deles na comunidade, são eles que contam para o mundo quem eles são”, afirma.

Energia e consciência ecológica  

Desde 2022 o CEEA (Centro de Eficiência Energética da Amazônia), espaço permanente, patrocinado pela empresa de eletrodomésticos Whirlpool Corporation, se dedica a expandir a conscientização sobre a importância de utilizar energia de forma mais eficiente e de gerar energia com menos recursos naturais. O ambiente tem quatro áreas e sete painéis que, por meio de atividades interativas, abordam as relações dos seres humanos com a energia.

A criação do Centro de Eficiência será usada por empresas, instituições, ONGs (Organizações Não Governamentais) e escolas, no intuito da promoção do conhecimento e conscientização ambiental. As visitas podem ser realizadas em grupos escolares e devem ser agendadas por meio do site www.ntics.com.br/ceea.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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