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Fossa séptica biodigestora é a nova tecnologia de saneamento básico

Por Pricila de Assis

A Embrapa Amazônia Ocidental atua na geração de soluções tecnológicas para a produção de alimentos, fibras e fontes de energia. Dentre os destaques nos recursos tecnológicos está o trabalho com “fossa séptica biodigestora”, substituindo a chamada “fossa negra”, o qual não gera odores desagradáveis, não procria ratos, moscas, baratas e evita a contaminação do lençol freático.

O sistema básico, é dimensionado para uma residência com até 5 moradores, sendo composto por três caixas interligadas e a única manutenção, é adicionar mensalmente uma mistura de água e esterco bovino fresco (5 litros de cada). A solução é alternativa à falta de saneamento básico, em algumas regiões rurais, afetando diretamente a saúde do morador do campo, evitando a contaminação do solo e da água consumida pelos moradores.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Wilson Tadeu Lopes, explica que essa tecnologia aplicada, especialmente, nas comunidades indígenas no Amazonas, garante maior qualidade de vida para as famílias que residem nesta área.

“A tecnologia além de tratar os dejetos também produz um efluente que pode ser utilizado no solo como fertilizante, fornecendo nitrogênio para plantas perenes, servindo para a adubação de pequenas lavouras, com o cuidado de ser aplicado diretamente no solo e não ser usado em contato com alimentos ou folhas consumidos crus”, explica.

De acordo com o engenheiro ambiental, Francis de Matos Aquino, especialista em gestão de recursos naturais e meio ambiente, estão sendo avaliadas as vantagens e desvantagens do equipamento.

“As vantagens da biodigestão através do equipamento são do reaproveitamento de resíduo orgânico, a produção de fertilizantes e biogás. Há também desvantagens, quanto ao custo de investimento inicial, manutenção e variabilidade da produção de biogás. É preciso ter muita atenção na hora de instalar a fossa, porque caso contrário, pode contaminar o solo e o lençol freático com produtos químicos”, justifica.

Para a engenheira florestal, Penélope Antony, mestre em direito ambiental, essa realidade também chegou nos condomínios que visam projetos mais sustentáveis e econômicos.

“É uma tecnologia que pode contribuir muito para o meio ambiente tendo em vista que trata os dejetos já na sua origem, evitando assim que estes sejam despejados diretamente nos igarapés e rios, ainda mais em uma cidade que o sistema de esgotamento sanitário ainda não é acessível a toda população. Contudo, embora seja um sistema barato, para as camadas mais pobres, ainda é caro, custando entre R$1.500 a R$10.000, a depender da capacidade. Diante disso, a maior parte da população ainda depende estritamente das concessionárias de serviço público de água para ter acesso ao saneamento básico”, esclarece.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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