Polo vai aplicar mais de R$ 104 mi na produção

A despeito da instabilidade econômica que retardou a continuidade dos bons desempenhos na produção da indústria, o Amazonas pode servir como base fabril para praticamente 80% de todas as motocicletas montadas no país.
A informação foi divulgada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) durante o 10º Salão Duas Rodas, evento promovido pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) veio simultânea ao anúncio dos investimentos em criação e expansão de linhas industriais, adensamento e chegada de novas indústrias a Manaus. O total injetado no setor vai ultrapassar R$ 104 milhões, podendo gerar inicialmente 504 empregos diretos.
A Moto Traxx, por exemplo, representante do China South Group, anunciou investimentos de US$ 100 milhões para os próximos cinco anos, dos quais US$ 20 milhões a serem aplicados a partir de janeiro de 2010. Segundo o coordenador de vendas da empresa, Roberto Carlos Silva Jr., o mercado consumidor interno da marca é o segundo maior do planeta (32 mil unidades/ano), só perdendo para a China (82 mil de motos), fato que acelerou os planos da montadora em adensar a cadeia produtiva em Manaus. “Os segmentos de pneu, eletroeletrônicos, plástico e usinagem serão adensados neste processo de expansão de investimentos. Queremos também aumentar as vendas na região Norte, que participa com 11,39% no consumo, ampliando as concessionárias ou terceirizando vendas no varejo das multimarcas”, explicou.
Dados da Moto Traxx apontam que Nordeste (51,35%), Sudeste (17,09%) e Norte (11,39%) são os três maiores consumidores da marca. O Amazonas é o maior mercado da região, participando com praticamente 42% do total vendido. “Para isso, pretendemos ampliar a produção no Amazonas”, disse Silva Jr., segundo o qual, até agosto de 2008, dos pátios da montadora saíram 40 mil motos. “No universo pós-crise, a produção estimada está entre 37 ou 38 mil unidades até o fim do ano. Apesar de menor que 2008, o número é positivo, se considerarmos que até julho deste ano, a produção havia caído para a metade da capacidade da fábrica”, comentou o representante.

Último trimestre

O último trimestre também é a aposta da Garinni Motors para ampliar os investimentos em Manaus. O anúncio da marca de aplicar R$ 30 milhões na nova planta a ser construída em janeiro num terreno de 100 mil metros quadrados, dos quais 18 mil serão de área construída na zona norte, foi dado pelo diretor industrial da Garinni, Júlio de Almeida.

Montadoras apostam alto

Para o diretor industrial da Garinni, a indústria de duas rodas no PIM (Polo Industrial de Manaus) passou por dois aspectos da crise, redução de pedidos e menores percentuais de crescimento na evolução da mão-de-obra. Incerteza econômica, crédito baixo e a expectativa de retomada do mercado foram elencados como fatores que retraíram os investimentos ao longo do primeiro semestre. “Temos 140 funcionários, mas queremos chegar a 600, sendo 250 indiretos, até 2011. Para isso, contamos com o adensamento das 25 empresas e com a triplicação do volume de produção em dois anos”, afirmou, ao revelar que a nova fábrica terá capacidade instalada de 12 mil unidades por ano.
Dois meses após ser adquirida pela CR Zongshen, a Kasinski aposta no adensamento da marca como ponto de partida para espalhar os produtos pela América do Sul. No terreno de 100 mil metros quadrados, dos quais 40 mil metros são de área construída, a Kasinski vai dividir espaço com cinco componentistas. A informação foi dada pelo diretor-presidente da fábrica, Cláudio Rosa Jr., que assegurou a injeção de US$ 80 milhões de dólares em até cinco anos nas instalações. Segundo o executivo, a marca passou ao largo da crise, devido à suspensão dos investimentos iniciais com o advento da instabilidade ainda no fim de 2008. “Queremos sair dos atuais 150 para 250 funcionários para ampliar a produção e atender a demanda no Norte e Nordeste”, finalizou, revelando que a marca cresceu no acumulado de 12 meses praticamente 82%.

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