PMI do HSBC mostra bom início de ano para a indústria brasileira

O crescimento da produção, o volume de novos pedidos e a continuidade de criação de novos empregos são indicadores do Índice Gerentes de Compras (PMI, por sua sigla em inglês) que mostram que a indústria brasileira tem um bom início de ano. Divulgado ontem pelo Banco HSBC Bank Brasil, o PMI subiu em janeiro para 53,1 pontos, em comparação com 52,3 pontos em dezembro. Tão bom quanto o crescimento do PMI é a consistência do movimento.
Segundo o economista-chefe do HSBC, André Loes, o indicador teve o segundo mês consecutivo de alta e está em seu nível mais elevado desde abril do ano passado – puxado por ganhos dos índices de produção e de novas encomendas
“As empresas pesquisadas afirmaram detectar uma melhora nas condições econômicas, e como o índice de estoques de bens finais não mostra acúmulo indesejado, fica claro que o aumento da produção ocorre num aumento de crescimento da demanda”, afirma Loes. Para ele, é possível que os resultados desta pesquisa surpreendam os analistas, uma vez que havia a expectativa de certa moderação da atividade econômica no início do ano e podem indicar também que o Banco Central terá dificuldades para responder a pressões inflacionárias e manter as expectativas ancoradas.
O PMI é calculado com base nas respostas de cerca de 400 empresas industriais de todo o País que refletem a mudança, se houver, no mês em curso comparado ao mês anterior,com base nos dados coletados no meio do mês. É um indicador que resulta de uma parceria entre a Markit, uma empresa internacional independente de informações e serviços financeiros e o HSBC. O indicador obedece a uma escala de zero 100 pontos, com a marca de 50 pontos sendo a linha divisória entre os sentimentos de crescimento e queda da atividade do setor industrial.
O volume de novos pedidos recebidos pela indústria, de acordo com a pesquisa, cresceu em ritmo robusto em janeiro, suportado pela demanda interna e, principalmente, externa. Os negócios pendentes na indústria se acumularam modestamente e, pela primeira vez em sete meses, refletindo volumes maiores de novos pedidos em janeiro. Para acompanhar a rápida expansão de novos pedidos, os fabricantes aumentaram a atividade de produção, contrataram mais funcionários e aumentaram as compras de insumos em janeiro.
Na pesquisa, as empresas responderam também que aumentaram compras como tentativa de se protegerem contra um futuro aumento de preços dos insumos. Contudo, o aumento acentuado das compras não foi suficiente, de acordo com os responsáveis pela pesquisa do PMI, para repor os estoques de insumos em janeiro. “Os estoques de insumos dos fabricantes brasileiros continuaram a cair, embora pelo menor ritmo desde outubro”.

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