Pirarucu mostra todo seu potencial

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Desde 2007, um projeto comandado pelo Sebrae e a Embrapa Pesca e Aquicultura nos Estados da região Norte tem impulsionado cerca de dois mil piscicultores, além de incentivar a preservação do pirarucu. A espécie pré-histórica, que sofre com a pesca predatória e já entrou para a lista dos animais em extinção, hoje pode ser criada em cativeiro e chega ao mercado com valor agregado e a garantia de não ter sido retirada da natureza.
Os resultados do Projeto Estruturante Pirarucu da Amazônia, assim como as técnicas de reprodução, alimentação, manejo, oportunidades de mercado e relatos de experiências de sucesso são abordados na terceira edição do Workshop ‘Pirarucu da Amazônia’, que se iniciou ontem, quarta (25) e se estende até esta quinta-feira (26), em Palmas (TO), com a presença de especialistas, técnicos, produtores e interessados em aprender.
O potencial gastronômico da carne do animal, alimentado de forma balanceada e despescado com um ano de idade e cerca de 15 quilos, também terá espaço em uma mostra gastronômica na qual um chef de cozinha de cada Estado amazônico fará um prato com o produto. Ceviche, quiche e até hambúrguer são algumas das receitas do jantar preparado pelos chefs Jaire de Oliveira (AC), Milton Neto (AM), Maria Perpétuo do Socorro (AP), Expedito Melo (TO), Fernando Noble (RO) Artur Bestene (PA) e Dona Kalu (RR), com a curadoria do chef Vico Crocco (RS).
“Nossa intenção é difundir a produção entre os pequenos aquicultores, levar o pirarucu até o consumidor e aumentar a média de consumo de pescados no país, que hoje é perto dos 12 quilos e ainda está abaixo da recomendação da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) de 18,8 quilos por habitante ao ano”, afirma a coordenadora de Aquicultura e Pesca do Sebrae Nacional, Newman Costa.
No Brasil, a pesca do pirarucu é permitida em alguns meses do ano e apenas em áreas de manejo controlado pelo Ibama. A partir do Projeto Estruturante Pirarucu da Amazônia, o Sebrae em parceria com a Embrapa vem concretizando estudos e pesquisa que irão contribuir para a geração de conhecimentos, a fim de viabilizar o cultivo dessa espécie em cativeiro. Além de atuar também no levantamento de dados sobre o mercado e licenciamento ambiental, também vem sendo realizado mostras gastronômicas para valorizar esta espécie na alta gastronomia brasileira.
Para garantir esse alto padrão de qualidade, durante o processo de produção os peixes recebem um microchip que possibilita o registro da identidade genética e o rastreamento, certificando a sua origem e dando a certeza ao comprador de que o animal não foi capturado de forma irregular.

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