8 de maio de 2021

Pesquisadores darão jeito de “rejuvenescer” baterias de lítio

pesquisadores
Foto: Divulgação

Sabe aquela sensação de que a bateria do celular está morrendo e que, a cada dia que passa, ela perde um pouco da capacidade de armazenar energia? Isso acontece porque o lítio contido nelas se torna inativo com o tempo, reduzindo sua vida útil e prejudicando o desempenho a longo prazo.

Agora, pesquisadores da Universidade Zhejiang, na China, e do Laboratório Argonne, nos EUA, criaram uma nova técnica capaz de “rejuvenescer” esse lítio “morto”. A estratégia testada pela equipe é baseada em uma reação química conhecida como redox de iodo, quando redução e oxidação ocorrem juntas, transferindo elétrons entre as substâncias.

Química explica

Durante os primeiros ciclos de carregamento, as baterias de íons de lítio produzem uma camada em seus ânodos conhecida como interfase de eletrólito sólido, que garante a eficiência, estabilidade e a segurança das células de energia.

Em uma bateria comum, como as usadas em celulares, a interface é composta de fluoreto de lítio combinado com carbonato de lítio e carbonato de alquila. Nessas baterias, a variação constante do lítio compromete a integridade física e mecânica dos componentes, o que acaba “matando” boa parte do elemento.

Com a nova técnica usada pelos cientistas, é possível estimar a quantidade de óxido de lítio na camada de interfase para saber qual o papel dos componentes inativos na produção do lítio isolado eletricamente, o que causa perda gradual de desempenho.

“Uma solução fundamental para recuperar o lítio morto é urgentemente necessária para estabilizar as baterias de metal de lítio”, explica o professor Chengbin Jin.

Rejuvenescimento

Em testes em laboratório, os pesquisadores descobriram que a perda de lítio na interfase e os detritos gerados nesse processo são a principal causa da queda de desempenho das baterias.

Pílula que bloqueia vírus da Covid-19 pode ser lançada ainda este ano pela Pfizer

Farmacêutica desenvolve outros medicamentos para tratar a doença
Foto: Divulgação

A Pfizer produz junto com a universidade de Oxford a Comirnaty, uma das vacinas mais utilizadas no mundo contra a Covid-19. No entanto, a farmacêutica desenvolve outros medicamentos para tratar a doença, entre eles uma pílula que promete bloquear o vírus, que a Pfizer planeja lançar ainda neste ano.

De acordo com o jornal The Telegraph, o comprimido é considerado um inibidor de protease. Basicamente, o medicamento impede que a Covid-19 se replique no nariz, garganta e pulmões de quem é contaminado. Para isso, a pílula da Pfizer bloqueia a enzima que o vírus usa para se multiplicar.

Até o momento, o medicamento é chamado de PF-07321332 e teria seu uso recomendado logo quando surgem os primeiros sintomas da doença, “ao primeiro sinal de infecção”, segundo a empresa. A principal função do remédio é justamente evitar a internação de pacientes.

Atualmente, a pílula da Pfizer contra o vírus está passando por testes clínicos, que devem durar cerca de 145 dias. Esse processo acontece em Connecticut, nos Estados Unidos, e em Bruxelas, na Bélgica. 60 voluntários estão envolvidos nessa primeira fase, que deve terminar no fim de maio.

Caso os testes sejam bem-sucedidos, novos estudos, com um número maior de pessoas, devem ser realizados. A expectativa, caso tudo ocorra dentro do esperado, é que o medicamento esteja disponível até outubro deste ano.

Nova técnica promete deixar objetos sólidos “invisíveis”

A luz atravessa objetos como se eles não estivessem lá 
Foto: Divulgação

Muita gente já sonhou em ficar invisível, pelo menos por alguns instantes, como fazia o bruxinho Harry Potter enquanto bisbilhotava pelos corredores da Grifinória. Agora, cientistas da Universidade TU Wien, na Áustria, e da Universidade Utrecht, na Holanda, acreditam ter descoberto uma fórmula não mágica para tornar objetos sólidos “invisíveis”.

Os pesquisadores conseguiram calcular uma variedade específica de ondas de luz que têm a capacidade de penetrar em um objeto e sair do outro lado como se esse item não estivesse lá.

“Cada um desses padrões de onda de luz é alterado e desviado de uma maneira muito específica quando você o envia através de um meio desordenado”, explicou o professor Stefan Rotter.

Todos os objetos que conseguimos enxergar se tornam visíveis por causa da dispersão das ondas de luz, que refletem de uma determinada fonte direto para os processadores ópticos do olho humano.

Para contornar obstáculos físicos, os cientistas usaram uma camada de pó de óxido de zinco opaco com nanopartículas dispostas aleatoriamente. A partir daí, eles conseguiram calcular como a luz é espelhada pelo pó e descobriram um certo tipo de onda que foi detectado do outro lado da barreira de óxido de zinco com o mesmo padrão, apenas um pouco mais fraco.

Foto/Destaque: Divulgação

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