Pesquisa aponta alta de 0,6% nas lojas de SP

O pequeno varejo registrou alta no faturamento no estado de São Paulo. Segundo apurou a PCPV (Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo), da Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), em novembro houve crescimento de 0,6% em comparação ao mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a PCPV acumula baixa de 1,6%. Dos sete grupos analisados, quatro apresentaram baixas.

O segmento de lojas de material de construção surpreendeu no mês de novembro e apresentou crescimento de faturamento real de 16,8% em relação ao mesmo período de 2006. No acumulado do ano o desempenho ainda é negativo (-1,4%). Este comportamento é reflexo do aquecimento do setor de construção, além da expansão de crédito.

As lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentaram crescimento de 7,1% no contraponto ao mesmo período de 2006 e acumulado de 10,9% no ano. O resultado é reflexo de características desse setor, que é pouco concentrado e vende bens de valor unitário relativamente baixo e de reposição obrigatória. Além disso, o setor enfrenta queda real de preços graças à valorização do real frente ao dólar.

Móveis e decorações

O outro resultado positivo da PCPV ficou por conta das lojas de móveis e decorações, que alcançaram alta de 4,8% na comparação com novembro de 2006, e chegaram a 8,9% de elevação no ano passado.

As farmácias e perfumarias tiveram queda de 3,9% no faturamento de novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, e acumulam baixa de 6,4% em 2007. A perda acelerada de espaço para as grandes redes preocupa, dado que a venda de remédios em termos gerais continua a crescer. 

Porém, a concentração parece inevitável no segmento, o que deve ser acompanhado de perto pelos efeitos colaterais que isso pode trazer aos empresários de pequeno porte e consumidores.

O volume de vendas no segmento de alimentos e bebidas continua repetindo um quadro de baixa semelhante ao visto em 2004 e preocupa os pequenos empresários do ramo. O setor, que é o mais importante na composição da PCPV justamente pela participação no orçamento familiar, teve em novembro queda de 6,4% no faturamento real e já acumula baixa de 13,5%.

Nos últimos cinco meses, o desempenho ruim das lojas de eletroeletrônicos foi acentuado e em novembro o setor registrou baixa de 14% no faturamento, mediante ao mesmo período de 2006. No ano, os resultados atingem queda de 8,3%.

Conforme a pesquisa, esse efeito pode ser creditado ao problema da distribuição assimétrica das carteiras de crédito – privilegiando grandes redes-, e à competição desleal, quando se analisa a farta distribuição de aparelhos contrabandeados e até mesmo roubados em vários pontos do estado. 

O pior desempenho da PCPV ficou por conta das lojas de autopeças e acessórios, que apresentaram baixa de 24,7% no contraponto a novembro do ano anterior. Em 2007, o setor acumula queda de 19,8%. Essa posição não é propriamente uma novidade para as empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência com grandes redes, a venda de autos novos que reduz a necessidade de manutenção, o aumento da participação de mercado por parte das concessionárias e a entrada de peças chinesas.

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