Perdas nas vendas são superiores a 20%

As lojas de departamento e utilidades domésticas amargaram perdas de 16,61% e 20,08% nas vendas brutas durante o mês de maio na comparação a igual período do ano passado. O resultado, apontado em pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), revelou que 18 das 26 atividades da economia comercial fecharam com variação percentual negativa mensal e anual nos negócios durante os cinco primeiro meses do ano.
Nesse contexto, por exemplo, apesar de manterem a tendência de alta dos preços no varejo na capital amazonense durante o mês de maio, os supermercados fecharam com perdas de apenas 1,35% nas vendas, posicionando a atividade entre as que menos perderam negócios no período.
Na avaliação do economista-chefe da Fecomercio, José Fernando Silva, os grupos Loja de Utilidades Domésticas (-18,40%), Lojas de Departamentos (-16,61%) e Concessionárias de Veículos (-27,15%) tiveram grande peso na média final negativa do índice de avaliação do varejo no Amazonas, já que acumularam a terceira queda consecutiva. “Os supermercadistas também estão entre os que finalizaram maio com queda nos negócios, embora menos expressiva, 1,35% em relação a maio de 2008”, disse.
Mesmo com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e os diversos feirões para automóveis mais populares, outro que acusou a segunda queda consecutiva nas vendas brutas em maio (27,15%) no comparativo a igual período do ano passado foi o setor de Veículos, um dos segmentos que mais cresceram em 2008. Segundo José Fernando, em abril deste ano, a venda de veículos já havia atingido alarmantes -45,91%.
“Mas não custa nada lembrar que essa pesquisa observou os cinco primeiros meses do ano, quando o pior da crise financeira aconteceu. Na próxima pesquisa, decerto já observaremos que parte das lojas não tem conseguido atender a demanda agora aquecida e que já há fila de espera para alguns modelos de veículos”, asseverou.
Mas o presidente do Sincovarma (Sindicato do Comércio Varejista de Manaus), Denis Abdala, apontou que os reflexos da crise, entretanto, poderiam ter sido bem piores para a capital amazonense se o governo não tivesse agido com celeridade. O executivo considerou que o benefício do IPI nas concessionárias e lojas de departamento já não surte efeito em virtude da demanda aquecida, que reduziu de maneira significativa o estoque destes bens. “Ainda é importante ressaltar que a decisão de retornar a alíquota do IPI de maneira gradual no setor automotivo e de duas rodas, deve exercer alguma pressão no preço deste setor”, explicou.

Materiais de construção amargam queda de 9,48%

Além dos supermercadistas, o relatório mensal de sondagem do comércio varejista da Fecomercio diz que setores como Materiais de Construção (que fechou com -9,48% em abril ante -4,54% de maio) e Bens de Informática (cujas vendas saíram de -12,48% em abril para -3,62% em maio) diminuíram a perda bruta.

Aumento de preços

Sobre isso, o entendimento do presidente do Sindicato Varejista de Louças, Tintas, Materiais de Construção e Elétricos, Aderson Frota, é de que a redução do IPI para Materiais de Construção continua refletindo no aumento dos preços dos setores complementares, como Móveis e Decorações. No mês, segundo o executivo, o segmento de Materiais de Construção, acusou a mesma alta apontada em abril (1,04%). Nos primeiros cinco meses, embora mantendo o índice negativo, a atividade teve elevação de 3,20%. “Com a retomada no ritmo de crescimento da construção civil com as políticas de casas populares, é natural que os preços sejam levemente pressionados”, atestou Frota.

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