9 de maio de 2021

Pazuello fala da transferência do ministério para Manaus

Para conhecer verdadeiramente o Amazonas, há que ter um olhar que plane sobre as extensões territoriais do Estado, saber a distância que existe, mesmo que seja aérea, de três horas, até o Distrito Federal e outras capitais.

Tem que conhecer as dificuldades, por falta de estradas, que isolam o amazonense do centro de importação e de transportar produtos e insumos para esse mundão de Floresta que reparte e aparta o Amazonas do Brasil. E o essencialmente amazônico ministro Eduardo Pazuello carrega, com muita responsabilidade, esse olhar.

“Sou daqui, sei de todas as nossas dificuldades. O presidente Jair Bolsonaro, que determina as ações País afora, determinou a missão de ajudar a resolver as dificuldades por qual estava passando o Amazonas. Foi com a responsabilidade de quem conhece todos as nossas dificuldades que me mudei, por tempo indeterminado, com praticamente todo o Ministério da Saúde para Manaus”, informa o Ministro.

 “Na hora que trago o Ministério, eles estão trabalhando para o Amazonas com reflexos para o Brasil. Eu não tenho pessoas operativas, retiro as pessoas da estrutura técnica e ficam aqui operacionalizando. Por que faço isso? Pela gravidade da situação. O presidente Bolsonaro viabilizou a minha vinda como um reforço de seis secretários do Ministério, consideramos que as ações precisavam ser reforçadas. Com a força total, com todo o aparato dos secretários nacionais pela importância que o Amazonas tem nesse momento”, disse Pazuello.

Decisão Extrema

Com a subida de óbitos, na última semana de dezembro, Eduardo Pazuello reuniu todos os seus secretários e tomou a decisão extrema. Ele falou:

“No decorrer do último mês, em nenhum momento dava sinal de que, nos primeiros 15 dias de janeiro, os óbitos iriam se multiplicar por quatro. Jamais. Porém, no dia 28 de dezembro, reuni os secretários e avisei que teríamos que observar Manaus. Não havia nenhum sinal de falta de oxigênio. No primeiro domingo do ano, uma equipe chegou na cidade. Ou seja, foi por monitoramento que voltamos os olhos para a cidade. No dia sete, em uma reunião, já em Brasília, com a equipe que estava em Manaus e com a presença do governador Wilson Lima, recebi um relatório detalhado. Os assuntos eram recursos humanos, saneamento básico. Somente no dia oito de janeiro que a White Martins oficializou a que faltaria oxigênio. No domingo, dia 10 eu estava em Manaus com os secretários e toda a minha equipe de gabinete. Consegui fazer tudo porque o Governo do Estado sempre deixou aberto para que a gente pudesse trabalhar”.

Nesse momento crucial, o ministro criou o Centro Integrado de Coordenação e Controle (CICC) que é, com a anuência do governador Wilson, a integração das ações dos governos federal, estadual e municipal, além das Forças Armadas e mais todas as agências que impactam e as organizações não governamentais.

“Foi no dia 10 de janeiro, às 16 horas. Isso é pro-atividade. Tratando do quê? Oxigênio, transportes, o processo de remoção das pessoas para os outros os estados. Nada me trouxe a Manaus a não ser exatamente, para colocar, na prática, a logística para trazer oxigênio para o Amazonas. E no mesmo domingo, à noite, reunimos, sob a minha orientação, com o governador e com o prefeito para tratarmos as estratégias e apresentar o que havia planejado com a equipe ministerial. E aqui ficaremos o tempo que for necessário para o combate contra a Covid-19”, concluiu o Ministro Eduardo Pazuello.

Eduardo, o bom amazonense

Signo – Câncer

Características – gostar das coisas boas. Coisas ruins me incomodam.

Olhar amazônico – com certeza que a minha vida, desde a infância é nessa casa. Como oficial do exercito conheci a realidade do Amazonas e faz com que a gente entenda as dificuldades que é a distância territorial, para chegar em um município, de avião, seja o mesmo tempo até Brasília. Na verdade, é o meu olhar de família.

Melhor fruta – pitomba, é fantástica. O abacaxi e a manga não têm igual.

Gastronomia – Quando estou aqui, eu como diariamente o tambaqui cozido com o nosso chibé.

Raphael Câmara Medeiros Parente

FORMAÇÃO: Ginecologista obstetra

ATUAÇÃO: Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde

“Estou em Manaus desde o dia 10 de janeiro organizado o Programa Mais Médicos, onde estamos trazendo 208 médicos de todo o Brasil. Estamos visitando as UBSs diariamente, para aperfeiçoar e conseguir mais recursos para melhorar a gestão. A minha secretaria é também responsável pela saúde da mulher e, por isso, também estamos aperfeiçoando as UTIs aéreas, sem houver necessidade, para transportar as grávidas ou puérperas. Para a triagem são critérios clínicos muito rígidos de saturação, não embarcamos paciente entubado, porque ele viaja em aviões normais, com poltronas, então a pessoa tem que estar com possibilidades de ficar sentada. A missão do Ministério da Saúde é cuidar da saúde do povo brasileiro.”

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