Pazuello não coloca nenhum estado em prioridade para receber vacinas contra Covid-19

O ministro Eduardo Pazuello em coletiva nesta segunda-feira na cidade de Manaus, informou que não haverá prioridade de estados e municípios em relação ao início da vacinação. “Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia, no primeiro dia que chegar a vacina ou que a autorização for feita a partir do terceiro ou quarto dia a vacina já estará nos estados e municípios para iniciar a vacinação”.

Quanto as datas de começo para a vacinação, existem três períodos, dependendo das devidas autorizações da ANIVSA, um período curto prazo que começaria no dia 20 de janeiro, em médio prazo de 20 a 10 de fevereiro, e a longo prazo de 10 a 20 de março.

O encontro aconteceu na manhã desta segunda-feira, (11), com a presença do ministro da saúde Eduardo Pazuello, onde junto com o governador do estado, Wilson Lima, além do prefeito David Almeida e demais autoridades, apresentaram o plano estratégico para enfrentamento à COVID-19 no Amazonas.

O primeiro a falar foi o prefeito David Almeida, que enfatizou que as unidades básicas do município estão abastecidas com 53 medicamentos para covid-19, e que aos primeiros sintomas a população deve procurar as unidades, e iniciar o tratamento e não só quando sentir falta de ar.

O prefeito ainda ressaltou a integração entre município, estado e governo federal.

Na sequência o Ministro da saúde, Eduardo Pazuello enfatizou o uso de medicação preventiva e atendimento básico como uma das ações para o combate precoce da COVID-19, e que todas as UBS devem estar abertas e ter capacidade de fazer o diagnóstico clínico de atendimento.

Além disso, dentre as ações, o ministro ressaltou o planejamento individual de cada estado e município no brasil, portanto com ações que devem ser individualizadas, mas com o suporte do ministério da saúde, respeitando a particularidade de cada região.

“Cada estado tem seu próprio plano, o Amazonas é totalmente diferente do Paraná, são planos diferentes, com datas diferentes, meios de transporte diferentes, com público-alvo diferente, o plano do estado ele já existe, ele só está sendo adequado”. Disse o ministro ainda ressaltando a função do município, “O que o prefeito tem que fazer, ele tem que garantir que cada sala de vacina está pronta”.

Eduardo Pazuello confirmou que o ministério da saúde está pronto para auxiliar cada estado e município caso falte insumos, como por exemplo, seringas e ambulâncias.

A chegada da vacina.

Com relação a chegada vacina Eduardo Pazuello, confirmou o contrato do Brasil para a compra de 354 milhões de doses da AstraZeneca da Fiocruz e biomanguinhos, quanto a Sinovac do Butantan o ministro informou o compromisso e parceria do ministério da saúde com o instituto. “Todo o parque fabril do Butantan está em um convênio com ministério da saúde desde setembro ou outubro, para receber recursos, já está assinado isto, só falta receber o material, para ampliar a produção para fazer a vacina contra COVID-19”.

Segundo o ministro Pazuello o Butantan já tem produzidas aproximadamente 2 milhões de vacinas e não 40 milhões, “O Butantan já tem seis milhões de doses importadas, da sinovac chinesa, e já tem algo em torno de 2 milhões produzidas, não são 40 milhões, são 2 milhões e oitocentos, e já está pedida a autorização emergencial dessas 6 milhões importadas”. Disse

Conforme Pazuello, a demora pelo registro é porque não há registro da sinovac na China e ANIVSA tem tido dificuldade para receber documentação.

O ministério da saúde já contratou 100 milhões de doses, com relação a Astrazeneca que começam a ser produzidas em janeiro, contudo, existem 2 milhões de doses importadas vinda da Índia, onde já existe o registro para análise da Anvisa, e o governo aguarda a saída da vacina do país indiano.

O ministro ressaltou que não existe nenhum contrato de governos estaduais e municipais direto com o Butantan, tudo é feito somente através do governo federal.

Quanto as críticas de atraso do Brasil em relação ao início da vacinação o ministro destacou o empenho de que esta campanha de vacinação contra a COVID-19 seja a maior do mundo. “O nosso programa de vacinação pra COVID-19 será o maior programa de vacinação do mundo, mas não é porque eu inventei isso, é porque o povo brasileiro já está adaptado e quer receber a vacina, o sistema já existe, quando eu distribuir as vacinas, rapidamente chega na ponta da linha e rapidamente vai vacinar todo mundo”. Afirmou.

O governador do estado Wilson Lima, em sua fala ressaltou a diminuição de óbitos no interior do estado mas ao mesmo tempo disse que os números tem aumentado significativamente em Manaus, e que as alternativas de aberturas de novos leitos tem causado um outro problema, que é a falta do fornecimento de oxigênio por empresas que abastecem os hospitais, mas segundo o governador, uma força-tarefa entre governo do estado, e forças armadas tem colaborado para solucionar o problema.

Wilson Lima, destacou que apesar das ações do governo terem sido duras em relação aos decretos para o comércio e serviços, essas atitudes são necessárias neste momento. “Medidas que foram tomadas pelo governo do estado em algum momento, medidas antipáticas, mas que necessárias, porque neste momento o que importa é a vida das pessoas, e aí o estado do Amazonas tem sido muito prudente, de um lado protegendo a vida das pessoas e ampliando a rede de atendimento, e por outro garantido o mínimo de atividade econômica porque nós entendemos que as pessoas precisam de emprego, precisam de renda, e precisam sustentar as suas famílias”.

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