Países do Bric vão liderar crescimento, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que os países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) serão os líderes de crescimento da economia mundial nos próximos anos após o impacto da crise financeira internacional. “Antes, o Brasil tinha taxas de crescimento mais medíocres, mas hoje possui dinamismo maior”, afirmou, durante discurso na reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). “Para 2010, o Brasil deve crescer acima de 6%. Alguns falam que crescerá acima de 7%”, disse, acrescentando que os países avançados ficarão para trás nesse processo.
Para Mantega, o desempenho do Brasil nesse cenário não se deve ao acaso. “A política econômica mudou, senão não teríamos esse resultado”, afirmou. Segundo ele, as medidas anticíclicas adotadas pelo governo no auge da crise foram eficientes e são as responsáveis para que o País volte a crescer a taxas robustas. O ministro lembrou que, em agosto de 2008, período anterior à turbulência, o PIB brasileiro crescia a uma taxa entre 6% e 6,5%
Mantega salientou que a expansão do PIB no primeiro trimestre deste ano foi semelhante ao da China e maior do que da Índia. “Isso demonstra que a economia brasileira tem condições de obter crescimento mais forte”, disse. O objetivo do governo, segundo ele, era de gerar mais empregos durante a crise. “Teremos este ano a menor taxa de desemprego de toda a série histórica”, previu.
Para Mantega, ainda que empresários reclamem da falta de mão de obra qualificada essa é uma preocupação de segundo plano para o governo. “Falta de trabalhadores é um problema excelente, pois pode ser resolvido”, disse. O ministro reconheceu que o País está atrasado em relação a semelhantes na área da educação, mas afirmou que a existência de empregos estimula o cidadão a estudar. Ele disse ainda que nos próximos dias o Ministério da Educação divulgará dados que mostrarão melhoria importante do ensino básico brasileiro nas áreas de português e matemática.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, elencou os principais pontos da “Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento” confeccionada pelo CDES. O documento, que faz um balanço dos quase oito anos da existência do CDES, será entregue hoje a Mantega e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os principais pontos mencionados por Padilha, estão: educação deve ser o tema central da nova agenda do País; discussão sobre o “Estado necessário” sem entrar na questão se deve ser mínimo ou máximo; importância da renovação e inovação tecnológica; novo padrão de produção brasileiro levando em consideração processos de fusão de empresas, a existência do pré-sal e as vantagens comparativas das commodities; potencial da agricultura que estava relegada a segundo plano e passou a ganhar importância; papel da infraestrutura para o desenvolvimento do País; papel da sustentabilidade ambiental e consolidação e ampliação de políticas sociais.

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