Ocupação retrai em calçado e vestuário

Conforme análise do Iedi, uma observação se faz necessária para dois setores que respondem por parte expressiva do emprego industrial brasileiro. Em calçados e couro e vestuário a ocupação continuou retraindo no segundo trimestre, mas a taxas menores do que no primeiro trimestre: respectivamente, recuos de 4,1% e de 4,7%, contra 5,6% e 8,1%.
Ou seja, esses setores, ainda são desempregadores, embora a um ritmo menos intenso.
Em termos regionais, o perfil da aceleração da ocupação na indústria entre o primeiro e segundo trimestres é coerente com a evolução da atividade industrial em 2007: houve intensificação no ritmo de contratações nas regiões Sudeste e Sul e, especialmente, nos Estados que lideraram essa evolução no primeiro semestre: Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

O maior dinamismo fabril desses Estados ancora-se exatamente no desempenho do setor de máquinas e equipamentos, bem como no de fabricação de meios de transporte. Notar que esse setor também acelerou seu ritmo de contratações entre o primeiro e segundo trimestre do ano (o crescimento passou de 3,7% no primeiro trimestre para 5,3% no segundo), embora menos intensamente do que em máquinas e equipamentos.
Os resultados acima comentados contribuem para elucidar as causas da intensidade ainda pequena da recuperação do emprego industrial no corrente ano. É claro que um menor dinamismo relativamente à produção industrial era de se esperar, dada a conhecida defasagem temporal entre as trajetórias da produção e da ocupação. Contudo, há um determinante setorial desse menor dinamismo.
A liderança do setor de máquinas e equipamentos – que não é intensivo em mão-de-obra – no movimento de aceleração da ocupação da indústria e o fato de os segmentos mais empregadores, como vestuário e calçados e couro, ainda estarem encolhendo seu quadro de funcionários (mesmo que num ritmo menos intenso) também tiveram influência no resultado.

Panorama favorável

A perspectiva para o emprego industrial no segundo semestre pode ser considerada favorável, desde que a produção da indústria mantenha o dinamismo do primeiro semestre. A razão para isso encontra-se nos dados mais recentes de produção industrial que sugerem uma recuperação mais intensa nos setores produtores de bens semiduráveis, os quais são mais intensivos em mão-de-obra.
Os dados, conforme avaliação do Iedi, também indicam que está em curso uma recuperação mais forte da indústria no Estado de São Paulo, que possui uma estrutura mais diversificada setorialmente e tem maior peso no emprego industrial brasileiro.

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