1 de março de 2021

Ocupação retrai em calçado e vestuário

Estudo diz que houve intensificação no ritmo de contratações nas regiões Sudeste e Sul e, especialmente, nos Estados que lideraram essa evolução no primeiro semestre.

Conforme análise do Iedi, uma observação se faz necessária para dois setores que respondem por parte expressiva do emprego industrial brasileiro. Em calçados e couro e vestuário a ocupação continuou retraindo no segundo trimestre, mas a taxas menores do que no primeiro trimestre: respectivamente, recuos de 4,1% e de 4,7%, contra 5,6% e 8,1%.
Ou seja, esses setores, ainda são desempregadores, embora a um ritmo menos intenso.
Em termos regionais, o perfil da aceleração da ocupação na indústria entre o primeiro e segundo trimestres é coerente com a evolução da atividade industrial em 2007: houve intensificação no ritmo de contratações nas regiões Sudeste e Sul e, especialmente, nos Estados que lideraram essa evolução no primeiro semestre: Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

O maior dinamismo fabril desses Estados ancora-se exatamente no desempenho do setor de máquinas e equipamentos, bem como no de fabricação de meios de transporte. Notar que esse setor também acelerou seu ritmo de contratações entre o primeiro e segundo trimestre do ano (o crescimento passou de 3,7% no primeiro trimestre para 5,3% no segundo), embora menos intensamente do que em máquinas e equipamentos.
Os resultados acima comentados contribuem para elucidar as causas da intensidade ainda pequena da recuperação do emprego industrial no corrente ano. É claro que um menor dinamismo relativamente à produção industrial era de se esperar, dada a conhecida defasagem temporal entre as trajetórias da produção e da ocupação. Contudo, há um determinante setorial desse menor dinamismo.
A liderança do setor de máquinas e equipamentos – que não é intensivo em mão-de-obra – no movimento de aceleração da ocupação da indústria e o fato de os segmentos mais empregadores, como vestuário e calçados e couro, ainda estarem encolhendo seu quadro de funcionários (mesmo que num ritmo menos intenso) também tiveram influência no resultado.

Panorama favorável

A perspectiva para o emprego industrial no segundo semestre pode ser considerada favorável, desde que a produção da indústria mantenha o dinamismo do primeiro semestre. A razão para isso encontra-se nos dados mais recentes de produção industrial que sugerem uma recuperação mais intensa nos setores produtores de bens semiduráveis, os quais são mais intensivos em mão-de-obra.
Os dados, conforme avaliação do Iedi, também indicam que está em curso uma recuperação mais forte da indústria no Estado de São Paulo, que possui uma estrutura mais diversificada setorialmente e tem maior peso no emprego industrial brasileiro.

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