Emprego é causa do baixo crescimento

A aceleração, ainda que tímida, do emprego na indústria entre o primeiro e segundo trimestre do corrente ano teve como destaque máquinas e equipamentos, reflexo do maior dinamismo do crescimento da produção desse setor ao longo de 2007.
Já em dois dentre os principais setores intensivos em trabalho –calçados e vestuário–, a ocupação continuou retraindo no segundo trimestre, mas a taxas menores do que as ocorridas no primeiro.
A liderança de máquinas e equipamentos, que não é intensivo em mão-de-obra, aliado ao fato de que os segmentos mais empregadores ainda estarem encolhendo seu quadro de funcionários provavelmente acentuaram a normal defasagem entre os movimentos da produção e do emprego na indústria, contribuindo para explicar o ritmo ainda tímido de crescimento da ocupação fabril.
As perspectivas para o emprego industrial no segundo semestre são favoráveis, já que os dados mais recentes de produção industrial evidenciam uma reativação precisamente nos setores produtores de bens semiduráveis que são mais intensivos em mão-de-obra. Os últimos dados também indicam reativação da indústria paulista que possui uma estrutura mais diversificada setorialmente e maior peso no emprego industrial brasileiro.
Os dados mais recentes da pesquisa de emprego industrial, divulgados na semana passada pelo IBGE, mostraram que a ocupação na indústria encontra-se em trajetória de aceleração –revelada pela maior taxa de crescimento no segundo trimestre em relação ao primeiro frente ao mesmo trimestre do ano anterior (2% e 1,2%, respectivamente).
A partir da análise das variações relativas do emprego nos dois primeiros trimestres do corrente ano, o Iedi diz que é possível identificar os setores e regiões que lideram esse movimento de maior dinamismo, mesmo que ainda tímido, do emprego industrial.
A observação mais geral e muito relevante é que a aceleração no ritmo de contratações é relativamente disseminada, abrangendo nove dos seus 17 ramos, quais sejam: têxtil; produtos químicos; borracha e plástico; metalurgia básica; produtos de metal (exclusive máquinas e equipamentos); máquinas e equipamentos (exclusive elétricos, eletrônicos de precisão e de comunicação); máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos de precisão e de comunicação; fabricação de meios de transporte; e fabricação de outros produtos da indústria de transformação.
Todavia, é preciso avaliar com cautela esse resultado, pois, na maioria dos setores essa aceleração foi pequena.
Segundo a pesquisa, o grande destaque foi o setor de máquinas e equipamentos (exclusive elétricos, eletrônicos de precisão e de comunicação), onde a variação do emprego passou de tímidos 1,7% no primeiro trimestre para 7,0% no segundo trimestre.
O resultado não surpreende, já que este setor liderou o crescimento da indústria de bens de capital, que, por sua vez, foi determinante para que a indústria brasileira alcançasse um maior patamar de crescimento no corrente ano.

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