Número empresas registradas na CVM deve crescer em 2007

A Comissão de Valores Mobiliários tem atualmente em análise 40 novos pedidos de em­presas, englobando operações como registro de ­companhias abertas, debêntures e emissões de ações. Desse total cerca de 15 pedidos se referem a registro de novas companhias.
Até agosto, foram concedidos 59 registros, o que levou Durval Soledade, diretor do órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, a estimar que em 2007 o total de registros novos será bem superior ao do ano passado, quando somou 66.
Em palestra no dia 24 a empresários da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, Soledade afirmou que “só existe mercado de capitais com estabilidade de preços, porque com inflação alta ninguém vai investir”. Mas alertou que num cenário de juro baixo sem inflação, “quem quiser maior rentabilidade terá que arriscar mais e para arriscar mais, terá que ir para os mercados de renda variável, ou seja, para as Bolsas de Valores.
Até o último dia 31 de agosto, informou, havia no país 566 companhias ativas, com emissões registradas no montante de R$ 103 bilhões desde janeiro. No mesmo período, acrescentou, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou R$ 37 bilhões.

Volume de dinheiro

Soledade disse ainda que 55 ofertas de ações já foram concluídas no país, contra 47 iniciais, e que o volume de ­dinheiro transferido pelas empresas emissoras alcançou R$ 44,76 bilhões, dos quais 65% foram subscritos por investidores estran­geiros, somando R$ 27,1 bilhões. Segundo ele, isso decorre da “confiança no mercado, na regulação”.

O volume de recursos estrangeiros crescerá, estimou, quando o país obtiver o “investment grade” (grau de investimento), porque os fundos de pensão norte-americanos só podem investir em países com esse nível.
Em agosto, o valor de mercado das companhias abertas brasileiras atingiu R$ 2,176 trilhões, em função da ­valorização das companhias existentes, disse Soledade. Em 1995, esse valor era de cerca de R$ 295 bilhões. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma das riquezas produzidas no país), o valor de mercado atingia 21% em 1995 e hoje alcança 90%.

Salto nas negociações

A média de negociação diária em bolsa de valores subiu de R$ 615 milhões, em 2001, para R$ 4,30 bilhões este ano. Em termos de ­volume negociado, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) passou a exercer a ­liderança na América Latina, com 73,38% do mercado da região em agosto, seguida por México (16,93%) e Chile (5,10%).
“Existe uma oferta maior no mercado global, ­enquanto nos Estados Unidos a ­questão mais delicada é a das hi­potecas e no Brasil isso não é permitido pela legislação. Então, o Brasil recebeu o impacto da crise norte-americana, mas não foi afetado”, analisou.

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