Movimentação de contêineres cresce 1,78% nos portos de Manaus

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A expansão dos portos privados em 2007 está relacionada ao crescimento nas vendas do PIM

A movimentação de contêineres cheios aumentou 1,78% nos portos de Manaus em 2007, no paralelo com o ano anterior, com o embarque e desembarque de 126.287 unidades. Em 2006, o Porto Público de Manaus, o Porto Chibatão e o Super Terminais haviam registrado o montante de 124.069 contêineres.

No mês de dezembro de 2007, os recintos privados movimentaram 11.860 unidades, volume que representou um aumento de 20,72% sobre os 9.824 contêineres computados em 2006.

Segundo o relatório anual divulgado pela SNPH (Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias), o desempenho geral só não foi mais expressivo porque desde julho do ano passado o Porto de Manaus não movimenta contêineres, com exceção de outubro, quando o terminal desembarcou 55 unidades transportadas em longo curso (navegação realizada entre portos nacionais e estrangeiros).

Em 2006, o Porto de Manaus operou 26.290 unidades cheias, número que caiu para 5.605 no último ano em virtude da transferência de todas as operações da Aliança Navegação e Logística para o Porto Chibatão.

Se de um lado o Porto Público declinou, do outro o Porto Chibatão, terminal com maior número de movimentação de contêineres no Amazonas, cresceu 44,63% em 2007 com o total de 74.449 unidades, ante o volume de 51.472 unidades de 2006, sendo a cabotagem (navegação realizada entre portos nacionais) responsável por 46.538 contêineres (62,5%) e o longo curso por 27.911 (37,5%).

No mês de dezembro, a expansão do TUP (Terminal de Uso Privativo) foi ainda mais expressiva, com variação de 57,74%. Foram embarcados e desembarcados 8.171 contêineres, contra 5.180 unidades cheias no mesmo intervalo de 2006.

O volume operado pelo Chibatão no longo curso teve alta de 36,27% em dezembro último, saindo de 1.789 unidades para 2.438. No mesmo período, a cabotagem exibiu um acréscimo próximo a 70% no porto.

A quantidade de unidades movimentada nesta modalidade foi de 5.733, bem superior à de dezembro de 2006, que foi de 3.391 contêineres.

O Super Terminais não acompanhou o ritmo do seu concorrente e demonstrou leve retração de 0,92% em 2007, no comparativo com o ano anterior. O volume de cargas movimentado reduziu de 46.667 unidades para 46.233. Mas o terminal reagiu no fim do exercício, fechando o mês doze com ascensão de 10,58% em relação a dezembro de 2006.

O número de contêineres passou de 3.336 para 3.689 unidades. Desse total, o longo curso respondeu por 2.472 (67,01%), acenando incremento de 39,07% sobre os 1.810 contêineres movimentados em dezembro do ano anterior.

PIM estimula movimento

Já a cabotagem absorveu 1.217 unidades (32,98%) e encerrou o mês com recuo de 21,02%, no confronto com os 1.526 contêineres operados no mesmo período de 2006.

De acordo com o superintendente da SNPH, Rildo Cavalcante, a expansão dos portos privados no ano passado está diretamente relacionada ao crescimento nas vendas do PIM (Pólo Industrial de Manaus). Conforme a projeção da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o faturamento das indústrias em 2007 deve ultrapassar a marca dos US$ 25 bilhões, com uma progressão de aproximadamente 9,4% sobre a receita atingida em 2006, que foi de US$ 22.85 bilhões.

“A grande maioria das cargas embarcadas e desembarcadas nos terminais é de insumos e produtos fabricados no parque industrial. Outra atividade que movimenta quantidades significativas é o comércio de materiais de construção”, acrescentou Cavalcante.

O superintendente explicou ainda que a navegação de cabotagem permite às fabricantes escoar a produção através de diversos portos brasileiros. “As indústrias de artigos mais pesados, como televisores e motocicletas, podem desembarcar os produtos nos portos de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador e Santos”, exemplificou.

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