Ministério Público do AM investiga onda de violência no Estado

O Ministério Público do Amazonas acompanha de perto a onda de ataques criminosos que espalhou o terror em Manaus e em várias cidades do interior do Estado. Em vídeo veiculado pelo YouTube, o procurador-geral de Justiça, Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, fez, ontem, um apelo para que a população denuncie qualquer ato de vandalismo, prometendo sigilo para resguardar a segurança de informantes.

Segundo o procurador, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) está conduzindo as investigações da série de ações que espalharam o pânico na capital desde o último domingo após a morte do traficante ‘Dadinho’, no sábado (05), durante confronto com policiais militares.

O procurador disse que todas as denúncias encaminhadas ao órgão serão apuradas de forma sigilosa. “Desde ontem (domingo), o Ministério Público do Estado do Amazonas está apurando todos os fatos que ocorreram na nossa cidade, tanto na capital quanto no interior. Determinei ao Gaeco que faça uma apuração profunda. Contamos com o apoio de toda a população, de cada cidadão amazonense”, afirmou Alberto Rodrigues. “As denúncias podem ser feitas pelo 08000920500 ou por meio dos nossos canais digitais”, acrescentou.

Ontem, a cidade voltou a registrar novos ataques de vândalos. Foram presos pelo menos 31 suspeitos de atear fogo em ônibus, vias púbicas, órgãos públicos e caixas eletrônicos. A madrugada dessa segunda-feira (07) foi sacudida por mais uma onda de vandalismo na cidade, obrigando a população a permanecer em casa.

Dois dos presos são líderes do crime organizado, segundo o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates. “Estamos com todo o sistema de inteligência fazendo o levantamento. Temos resultados positivos com as prisões, sendo dessas duas lideranças que estavam encabeçando as ocorrências”, disse ele. “O mais perigoso é o líder identificado como ‘Rato’. Apreendemos uma criança de 11 anos que já estava alinhada ao tráfico”, acrescentou o secretário.

O transporte público também foi paralisado. Ontem, só a metade da frota de ônibus voltou a operar em Manaus depois que a polícia ocupou locais estratégicos da cidade prevenindo novos ataques. Vários serviços de atendimento ao público também foram suspensos, além de empresas privadas.Como medida preventiva, shoppings fecharam mais cedo na capital.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 foi interrompida por causa dos ataques. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), pediu a intervenção da Força Nacional de Segurança. Os policiais devem desembarcar em Manaus até a próxima quinta-feira (10). “O objetivo é reforçar os trabalhos das forças de segurança que atuam no combate aos atos de vandalismo ocorridos nas últimas horas”, justificou Lima ao anunciar a sua decisão.

Guarda armada

Por prevenção, a Câmara Municipal de Manaus divulgou nota comunicando a suspensão das sessões plenárias. A mesma decisão foi tomada pela Assembleia Legislativa do Amazonas.

Em Brasília, a bancada parlamentar do Amazonas disse que tem se mobilizado junto às autoridades federais para que a situação volte à normalidade no Amazonas.

O prefeito de Manaus (AM), David Almeida (Avante), defendeu o uso das Forças Armadas para combater a onda de ataques na capital. Até o início da noite de domingo, aproximadamente 21 veículos e quatro agências bancárias haviam sido incendiadas por traficantes. E 29

O prefeito informou que esteve com comandante Militar da Amazônia, general Luís Carlos Gomes Mattos, e o governador Wilson Lima (PSC), para definir medidas que possibilitem frear as ações criminosas

“Se estão fazendo isso durante a luz do dia, o que virá durante a noite pode ser muito pior. Delegacias já estão sendo atacadas. Temos que invocar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem. Está mais do que na hora de o Exército entrar nas ruas. Não se pode deixar que os marginais tomem conta”, disse David Almeida.

David Almeida também cobrou empenho do governador Wilson Lima para conter a onda de violência na capital. “O Estado não pode recuar e tem que aplicar a mão firme”, acrescentou o prefeito.

Na noite do último domingo, ele esteve na Bola das Letras para ver a situação do local reinaugurado há quatro dias e que foi incendiado por bandidos. Almeida defendeu, ainda, que a Guarda Municipal possa atuar armada.

“Eu como prefeito não vou aceitar isso. Vamos armar nossa Guarda Municipal. Só não armamos ainda por conta de decretos que impedem a criação de novas estruturas. Eu vou encontrar o caminho necessário. Se eu estou com minha Guarda Municipal armada, isso não teria acontecido”, ressaltou.

Foto/Destaque: Divulgação

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