Mercado imobiliário do AM registra alta de 18% nas vendas

O mercado imobiliário do Amazonas fechou o ano de 2020 com crescimento de 18% de vendas. O percentual refletiu no faturamento de R$ 957 milhões, mesmo com a crise sanitária que afetou o mundo e o aumento dos insumos da construção civil. Os dados foram divulgados pela Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas). 

Após a retração econômica que afetou o mercado, o setor observa a retomada gradativa na confiança do consumidor, alinhado a juros mais baixos.  O crescimento de 18%, no entanto, não atingiu a projeção feita pela Ademi de um faturamento de R$ 1 bilhão, em média 23% se comparado ao ano de 2019 quando cresceu 35%.

“Estávamos bastante otimistas, tínhamos feito no início de 2019 uma projeção de 32% e crescemos 35%. Para 2020 esperávamos 23% e um faturamento líquido de R$ 1 bilhão”, disse Albano Maximo, presidente da Ademi-AM.

Apesar do setor não chegar à meta de 23% no faturamento, conforme projeção feita, a Ademi-AM comemora o resultado do setor, pois houve de 2017 a 2020  crescimento de 85% do mercado imobiliário, uma média de 28% ao ano.

O dirigente avalia que o resultado  se restringe ao mercado multifamiliar e apenas na cidade de Manaus. No entendimento dele no último trimestre algumas situações surpreenderam o mercado e fizeram com que estimassem uma diminuição da expectativa, como: aumento de preços de materiais da construção civil fora do esperado, muito acima da inflação; e ainda tivemos à sombra da pandemia fechando novamente o comércio. “Esses dois fatores levaram a uma queda no terceiro trimestre que não é normal, com base em anos anteriores o terceiro trimestre é um dos melhores para o setor”. 

Ele diz ainda que o aumento de preços dos insumos da construção civil impactaram no resultado final do mercado, adiando muitos lançamentos que passaram para o trimestre seguinte aguardando uma estabilização do mercado para poder ter um preço de venda mais  consolidado.

“Esse primeiro semestre com certeza vai ser “fraco”, pois os indicativos que temos dos primeiros meses do ano estão muito abaixo do que vínhamos conseguindo nos anos anteriores. O que se espera é que a partir de julho, com essa campanha massiva de vacinação, possamos ter uma retomada do mercado gradual. Então o mercado este ano vai ficar, no máximo, o que conquistamos em 2020”. 

Sobre os  desafios deste ano,  Albano Maximo, explica que  não dependem do setor apesar de que o mercado “puxa” a economia. Segundo pesquisas nacionais apontam que o setor está otimista para 2021. “Vamos continuar trabalhando e aguardando a conjuntura se estabilizar e fechar um ano bom, ou seja, de retomada”. 

Construtoras comemoram 

Os fechamentos de contratos e toda movimentação no mercado refletiu em resultados positivos para as construtoras. Grauben Lauschner, proprietária da Lauschner Negócios Imobiliários, comenta que apesar dos desafios, a empresa cresceu  53% no VGV (Valor Geral de Vendas)  em relação a 2019. “As famílias fizeram Upgrade, downgrade e as jornadas híbridas de trabalho que permitiram o Home Office, levaram a novos hábitos de moradia”. 

Esperamos uma adaptação maior de todos os setores envolvidos na venda de imóveis, ao meio digital, bancos, cartórios, incorporadoras, mas ela ressalta que ainda é muito tímido o progresso dos setores ao “não físico”.

“Nessa época em que a segurança sanitária é primordial e sendo a construção civil um grande vetor da economia nacional urge que os setores envolvidos se adaptem rapidamente aos processos online”. 

Rodrigo Oliveira, diretor de Vendas do Grupo Vivere, afirma que 2020 surpreendeu. Ele pensou que o mercado sofreria um baque muito grande, o que não aconteceu. “Muito disso se deve a injeção de liquidez grande na economia em vários aspectos o que freou um pouco a crise em si. Tanto os recursos disponibilizados pelo governo federal quanto às facilidades da Caixa alimentaram toda a cadeia que sustentou o crescimento real do mercado imobiliário. Foi um ano surpreendente positivamente frente à pandemia”. 

De acordo com Rodrigo, o segmento que mais volume gerou negócios no ano passado foi o programa Casa Verde e Amarela, onde a maioria dos lançamentos está dentro do novo programa habitacional do governo federal. “Sem dúvida o produto que mais contribuiu para a movimentação do mercado”. 

Para este ano, Rodrigo acredita que o programa Casa Verde e Amarela vai ter uma participação muito importante, porém ele ressalta que vai ter lançamentos para outras faixas de renda. “Existem grandes players do mercado nos seus planejamentos estratégicos que já comentam que a partir do ano que vem a maior parte dos lançamentos estarão fora do programa Casa Verde e Amarela, os conhecidos como médio alto”. 

Ele enfatiza ainda que as vacinas são a solução da pandemia. “É razoável acreditar que no terceiro trimestre parte da população estará imunizada e o comportamento da sociedade vai estar mudando. Vai existir uma demanda reprimida com isso, o mercado imobiliário deve aproveitar o momento. Acredito que os lançamentos previstos para este ano vão se confirmar, já tem projetos aprovados, estamos esperando o melhor momento para lançar”, comentou ele, acrescentando que o segundo semestre será bem melhor e deve apresentar um crescimento em relação a 2020, baseado na quantidade de lançamentos previstos. “A gente precisa acreditar que a vacina vai avançar em todas as faixas da sociedade e o impacto da pandemia deva ser mais modesto do que foi até agora”. 

Lançamentos

Comparando o 4º trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, houve um aumento de 18% nas unidades vendidas. No ano de 2020 foram lançados 14 empreendimentos (12 verticais e 2 horizontais), que representam 4.004 unidades (3.746 unidades verticais e 258 unidades horizontais), um aumento de 28,5% em relação à 2019 (3.117 unidades).

As localidades que representaram juntos 67,3% das unidades vendidas no 4º TRI de 2020, foram: Parque Mosaico (169), Jardim Manaus (157), Lírio do Vale (126), Novo Israel (109), Gilberto Mestrinho (98) e Tarumã (90).

Foto/Destaque: Divulgação

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