Mercado cresce acima da média no AM

O mercado de seguros no Amazonas já faturou R$ 268,26 milhões entre janeiro e maio deste ano, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). Maior que a média nacional, o crescimento é bastante representativo (39,99%) para o setor na comparação com o ano passado, quando foram faturados R$ 191,63 milhões. Seguros de automóveis, seguros residenciais e previdência privada foram os serviços que puxaram a expansão do segmento.
O presidente do Sincor/AM (Sindicato dos Corretores de Seguros, Capitalização e Previdência Privada do Amazonas), Gilvandro Moura, diz que o principal fator foi o crescimento da própria cidade. “O crescimento econômico de Manaus em si, trouxe consigo o aumento de frota de veículos, do número de casas e prédios comerciais, de grandes obras de engenharia e tudo isso demanda seguros”, destacou.
Outro fator é o início das obras para a Copa do Mundo de 2014 que, segundo o presidente do Sincor/AM, fará crescer a demanda nas mais diversas áreas, principalmente o serviço de riscos empresariais porque traz para o Estado, empreiteiras para a construção de obras vultosas.
Para ele, a prova da expansão desse mercado é a vinda de mais duas novas seguradoras para a cidade –Allianz e Acer. “Com esses dois novos grupos, Manaus totaliza 15 filiais de grandes empresas nacionais e 500 corretores atuando na área, 100 a mais do que em 2010. Além dos 40 corretores que pretendemos formar até o próximo ano”, informou Moura.
O gerente da HDI Seguros, Adailson Cordovil que trabalha exclusivamente com seguro de automóveis está satisfeito com a evolução dos negócios. “A quantidade de automóveis circulando e o aumento da procura do consumidor por carros, tem nos ajudado. Apesar de não termos fechado o balanço, nossa estimativa é de um crescimento entre 17% e 19% para o primeiro semestre”, comemorou.

Inserção da classe C

Ele destacou ainda, a importância da inserção da classe C no leque de clientes para o segmento. “Hoje, a classe C consegue guardar dinheiro, sobrando inclusive para que o cidadão possa se preocupar com sua segurança e de seus bens”, ressaltou.
Já a corretora de seguros, Clicilene Conegundes, confirma o crescimento da procura, mas lembra que de 10 pessoas que procuram o serviço, apenas a metade fecha negócio. Segundo ela, o preço ainda é proibitivo para boa parte da classe C. “Quando uma pessoa compra um carro e vai botar na ponta do lápis, o preço do financiamento somado ao custo com o seguro ainda pesa no orçamento”, ponderou.
De acordo com Gilvandro Moura, o amazonense tem tomado consciência da importância do seguro, mas ainda é preciso difundir a cultura de precaução. “Existe um nicho grande a ser explorado, principalmente no ramo empresarial. O sindicato está trabalhando para conscientizar os eventuais consumidores mais as corretoras tem que trabalhar em conjunto”, explicou.
Em concordância com ele está a Clicilene Conegundes. “O seguro é importante não apenas quanto a acidentes pessoais, saúde ou bens, como também com questões de previdência social, por exemplo”, finalizou.

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