Governo do AM vai investir mais de R$ 15 mi em internet

Mais de R$ 15 milhões serão aplicados pelo Governo do Estado no projeto da Rede Estadual de Comunicação com utilização das fibras óticas da Petrobras e Amazonas Energia. Desenvolvido pela parceria entre Sect (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia), Prodam (Processamento de Dados Amazonas S/A), Seduc (Secretaria de Estado da Educação), Susam (Secretaria de Estado da Saúde) e Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), o projeto pretende disseminar o sinal de internet em quase todos os municípios do Estado.“A ideia principal é o compartilhamento da infraestrutura já existente. Acreditamos que no segundo semestre de 2012 estaremos operacionalizando as quatro linhas de fibra ótica que chegam a Manaus”, disse o secretário executivo da Sect, Marcelo Mario Vallina.
Na primeira etapa do projeto, a rede vai interligar a fibra ótica da Embratel, que vem de Porto Velho (RO) “Estamos conversando com eles para disponibilizar o sinal para os municípios que estão no caminho da fibra”, disse Valina.

Gasoduto e Linhão

A outra linha de fibra ótica é da Oi, vinda de Presidente Figueiredo (a 107 km da capital). A terceira é a estrutura da Petrobras, que corresponde ao trajeto do Gasoduto Coari-Manaus cortando sete municípios. “Desde o mês passado, todas as fibras óticas da Petrobras passaram a ser gerenciadas pela Telebrás. Já firmamos um termo de cooperação com a Telebrás e Petrobras de forma que possamos utilizar essas fibras óticas para levarmos a internet para Iranduba [a 34 km], Manacapuru [a 68 km], Anori [a 200 km], Anamã [a 168 km], Caapiranga [a 140 km], Codajás [a 237 km] e Coari [a 368 km]”, disse o secretário executivo da Sect.
Segundo Vallina, a Prodam já fez um levantamento dos pontos que serão utilizados em cada município. “Na primeira etapa, o sinal será disponibilizado para todas as instituições municipais, estaduais e federais. É a forma de facilitar o trabalho dessas instituições públicas e beneficiar a população. Já existe uma série de projetos que, se conectados a internet, vão trazer benefícios para o Estado, como por exemplo a Telemedicina. Além disso, será possível fazer uma redução de custos fantástica através dessas fibras óticas. Podemos, por exemplo ligar para Codajás, via internet”, explicou Valina.
O Secretário Executivo da Sect também salientou que o projeto da Rede estadual de Comunicação do Amazonas será interligado a Metromao, uma rede institucional com informações específicas dos institutos de pesquisa do Amazonas que facilita o conhecimento do potencial econômico-tecnológico do Estado. “Aí, estamos somando outros parceiros. Um exemplo disso é que Rede Nacional de Pesquisa, que investe no Instituto Federal de Coari, está interessada em participar do projeto”, disse.
O próximo passo, segundo Vallina, é uma nova reunião com a Telebrás para finalizarem o projeto. “Paralelamente, temos também a opção de grupos de pesquisa, através de editais propostos pela própria Telebrás. Duas instituições do Amazonas já estão se cadastrando para o edital que vai garantir a formação da massa crítica para elaboração do projeto”, informou.

Mudança no edital

O Linhão de Tucuruí vai permitir que o sinal de
banda larga da Telebrás chegue a Manaus. “A Telebrás é a empresa que vai vender as fibras de banda larga. Se conseguirmos um par de fibras nós teremos 40 Gigas de internet. Para isso, nosso secretário já manteve contato com a nossa bancada amazonense e com o senador Eduardo Braga [PMDB] para que haja uma modificação no edital dessa licitação para permitir que o poder público também tenha condições de adquirir as fibras. Isso vai baratear a internet para a população”, concluiu Vallina.

Rede do Amazonas é cara, lenta e de pouco alcance

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) apontam que o mercado de internet tem 55,4 mil pontos instalados no Amazonas, dos quais 85% correspondem a um sinal de zero a 512 Kbps, velocidade considerada baixa para a demanda atual do mercado. Menos de 1% dos pontos instalados no Estado possui sinal acima de 2 Mbps, que é a velocidade média encontrada em outras regiões do país.
Já o Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, programa de banda larga via satélite oferece, atualmente 280 links no Amazonas. Serve, via satélite, de escolas públicas onde só tem acesso o cidadão-aluno. Já as instalações VSATs do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), que estão instaladas em toda região Amazônica, inclusive na Zona Rural, não são utilizadas para fins de inclusão digital.
O Projeto Amazonas Digital, mantido pelo governo, só conecta 15 municípios do Estado, via satélite.Um Mbps de internet custa R$ 23 mil por mês, valor elevado para a região. Dos 62 municípios do Amazonas, apenas Manaus possui uma rede instalada de fibra ótica
Considerada cara e extremamente lenta, a rede de comunicações no Amazonas atingiu em 2009 uma despesa de R$ 25 milhões, com uma média mensal de cerca de R$ 3 milhões.

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