Indústria de bebidas quer crescer até 10% no verão

Expectativa dos fabricantes é que a chegada da nova estação e o aumento do fluxo turístico ‘aqueçam’ as vendas do setor

Embora já passem por uma boa fase, em virtude dos registros mensais de faturamento, que superam os mesmos meses de anos anteriores, a chegada do verão deve ‘aquecer’ ainda mais o volume de negócios na indústria de bebidas do PIM (Polo Industrial de Manaus).
De acordo com o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e também titular do Sindicato das Indústrias de Bebidas do Amazonas, Antônio Silva, a estação influencia nos pedidos do segmento, que até setembro deve obter uma demanda de 7% a 10% superior à que foi estabelecida em igual período do ano passado.
Por enquanto, os algarismos apontados pelos in­dicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) sinalizam o bom desempenho do setor. Nos três meses iniciais do ano, a atividade já faturou US$ 51.61 milhões, 13,90% a mais do que foi armazenado no primeiro trimestre do ano passado (US$ 45.32 milhões).
Em março, o registro mais recente da Su­perintendência, as indústrias de bebidas obtiveram a melhor performance para o período. Com US$ 18.02 milhões, houve uma alta de 1,33% quando confrontado a igual mês de 2010 (US$ 17.78 milhões).
“Dependendo da movimentação do turismo, por conta das férias, também pode impulsionar ainda mais o ramo. A descida dos rios e as visitas aos balneários é um convite para uma dose, seja de refrigerante ou de bebidas alcoólicas”, ressaltou Silva.
Quanto a contratação de funcionários, o presidente esclarece que não há tanta abertura de vagas na parte de produção, mas sim contratação de temporários, para entrega de pedidos.

Balança comercial

O que não quer dizer que a fabricação está paralisada, afinal, a produção do setor é o grande animador para que a balança comercial não apresente deficit com dígitos maiores. Apesar de ter sofrido uma retração de 20,53% em relação ao que foi anotado nos cinco meses de 2010, saltando de US$ 65.28 milhões para US$ 51.88 milhões, as preparações para elaboração de bebidas são responsáveis por 14,83% das cifras de exportação (US$ 349.91 milhões), de acordo com dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Mesmo com o reajuste de valores na tabela do segmento, estabelecido no início do ano, Silva argumenta que os consumidores amazonenses já se adaptaram a variação. Segundo ele, a mudança aconteceu para adequar os preços em função dos impostos, mas não houve nenhuma alteração depois disso.

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