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Mais bicicletas elétricas no PIM

No contexto brasileiro, o setor de mobilidade elétrica no segmento de duas rodas  é altamente promissor e tem grande potencial de expansão. Com a crescente demanda por esse meio de transporte em todo o país, a indústria local tem acompanhado esse movimento e se mostrado resistente e com perspectivas de crescimento. A infraestrutura logística e os benefícios fiscais proporcionados pelo PIM (Polo Industrial de Manaus), mostram que a transição por veículos elétricos está cada vez mais próxima da realidade da população. 

“Essa é uma tendência mundial e que tem sido observada também em âmbito nacional. A substituição dos motores à combustão por motores elétricos é um processo gradual de longo prazo.O Polo Industrial de Manaus, por ter um segmento de Duas Rodas altamente consolidado e verticalizado, se posiciona de forma proeminente na produção de veículos elétricos de duas rodas. Embora não seja uma substituição imediata ou rápida, certamente é um movimento que deve ser crescente e constante ao longo dos próximos anos”, avaliou o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva.

Em maciço investimento, além das motocicletas, o processo fabril de eletromobilidade no polo de duas rodas do PIM já conta com patinetes, motonetas e e-bikes, confirmando tendência nesse mercado. 

A Abraciclo (Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), aponta que 120.380 bicicletas saíram das linhas de montagem do Polo Industrial de Manaus no primeiro quadrimestre, destas, as bicicletas elétricas mantiveram sua curva ascendente de produção. De janeiro a abril, foram produzidas 6.015 unidades, aumento de 98,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A categoria mais produzida no ranking do acumulado do ano em abril foi a Mountain Bike (MTB). 

“Nossas associadas estão sempre atentas às tendências do mercado e trabalhando para atender o desejo dos consumidores. E é importante destacar que o caminho do setor é a busca pela descarbonização, independente da tecnologia utilizada. A Abraciclo entende que a bicicleta elétrica é uma alternativa ao transporte público e aos automóveis para a locomoção em distâncias intermediárias dentro dos centros urbanos., disse o diretor executivo da Abraciclo, Sergio Oliveira.

O modal registrou 5,5% de aumento em seu volume de produção em 2023. Hoje, essa categoria responde por 7,2% do volume total de bicicletas que saem das linhas de montagem do Polo de Manaus. “O modelo está cada vez mais presente nas grandes cidades brasileiras. Os brasileiros seguem a tendência mundial de optar por produtos em sintonia com o meio ambiente e adotar um estilo de vida mais saudável. A tendência é que a procura cresça cada vez mais, assim como acontece nos países da Europa. Neste cenário, podemos afirmar que existe um grande potencial de crescimento, semelhante ao dos países europeus. As associadas da Abraciclo produzem inúmeros modelos e versões de bicicletas elétricas no Brasil, seja para a mobilidade urbana, seja para a prática esportiva”, diz.

O desenvolvimento da mobilidade elétrica sobre duas rodas no país, sua contribuição para o ato de se locomover mais sustentável faz parte do hub produtivo da fábrica da marca Watts do grupo Multi dedicada à mobilidade elétrica, na Zona Franca de Manaus.

No final do ano passado, a fábrica inaugurada conseguiu impulsionar as estratégias de distribuição e vendas da empresa Watts, elevando-a ao topo do mercado entre as empresas de energia elétrica em relação aos registros de vendas. Segundo informações divulgadas pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a marca é responsável por 22% de todos os registros de vendas de veículos elétricos realizados nos primeiros quatro meses de 2024. Além disso, a Watts está abrindo uma loja própria em Manaus. Esta será a 40ª unidade no Brasil, proporcionando um espaço que vai além da simples venda, com um estoque disponível para pronta entrega e um showroom de motocicletas. As lojas também oferecem testes dos modelos e um serviço completo pós-venda, incluindo uma oficina mecânica especializada.

Rodrigo Gomes, fundador e diretor comercial da Watts, celebra os números alcançados pela marca, ressalta a importância dada aos modelos elétricos pela Fenabrave, que passou a divulgar separadamente em seus relatórios mensais os resultados do segmento.

“Com base nas análises de unidades vendidas internamente, entendo que ainda há uma margem importante de incremento nesses dados. São comercializados muitos ciclomotores, que com a nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) divulgada em março, dá prazo a seus proprietários para emplacá-los até o fim de 2025. Ou seja, até lá, a expectativa é que esses emplacamentos sigam crescendo”, coloca Gomes.

Detentor produtivo 

Em entrevista a um portal de tecnologia, Thiago Freire,  sócio-fundador da Boram Eletric Motors, destacou que as dez maiores fabricantes do país estão instaladas no Amazonas e são responsáveis pela produção de mais de 98% desses meios de transportes vendidos no Brasil. 

“O Polo Industrial de Manaus funciona como uma área de atração de indústrias que operam por meio do oferecimento de incentivos fiscais, como redução ou isenção de impostos e facilitações burocráticas. Além disso, é um gerador e tanto de empregos”. 

Segundo ele, a ascensão dos veículos elétricos na região apenas coroa o que é intrínseco à localidade. Afinal, trata-se de um segmento que alia inovação, sustentabilidade, autonomia e mobilidade urbana no coração do Brasil. 

Por dentro

De acordo projeção feita pela Strategy &, consultoria estratégica da PwC Brasil, a frota elétrica deve superar 35 milhões de veículos de 2027 a 2040.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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