Ipea chega à região Norte

A assinatura de um termo de cooperação nesta sexta-feira marca uma nova e importante etapa de presença do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na região Norte. O presidente da instituição, Marcio Pochmann, e o presidente do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), José Raimundo Barreto Trindade, assinam, às 9h, um termo de cooperação que permitirá ao Ipea acompanhar de perto e aprofundar estudos sobre a realidade da maior região do país.
O evento, no auditório do Basa em Belém (avenida Presidente Vargas, nº 800, 15º andar, Campina), terá a presença da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa. Depois da assinatura do termo de cooperação que abre oficialmente uma representação do Ipea na região Norte, Ana Júlia fará uma exposição sobre a situação econômica e social de seu estado, e Pochmann dará palestra ressaltando a importância dos estados da região e a necessidade de planejar o desenvolvimento.
Em Belém, a representação do Ipea ficará a cargo de Guilherme Dias, assessor especial da Presidência do Instituto. “A proximidade com o Norte gera mais oportunidades ao Ipea em matéria de acesso a bancos de dados locais, a conhecimentos específicos da região. A presença do Instituto lá pode contribuir para a redução do ‘pouco caso’ com que o Norte é visto pelas populações do Sul e Sudeste”, afirmou Guilherme Dias.
O assessor destaca que a intenção não é enxergar a região pelo prisma da pobreza, mas sim da riqueza. Segundo o representante do Ipea, o programa Territórios da Cidadania e o avanço das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão dois dos focos principais do instituto no Norte. “Essas novas realidades precisam ser estudadas. Coari (a 368 km de Manaus), por exemplo, tinha 20 mil habitantes há dez anos. Hoje, por conta do gasoduto, está na faixa dos 90 mil”, frisou.

Experiência em metodologia

Para José Raimundo Trindade, são quatro os elementos importantes de colaboração do Ipea com o Idesp: o compartilhamento da experiência em metodologia, a consolidação do instituto paraense como referência em estudos sobre o desenvolvimento regional, o intercâmbio de conhecimento entre mão de obra qualificada, e a quebra do isolamento atualmente imposto às análises da região amazônica.
“Temos interesse em construir indicadores que permitam enunciar políticas públicas com vistas ao desenvolvimento do estado”, afirmou José Raimundo. Ele lembrou que, hoje, Idesp e Ipea já trabalham juntos em duas linhas de pesquisa -uma sobre análise das condições de expansão das cidades brasileiras, e outra sobre análise da gestão ambiental. “Há outras possibilidades de estudos, para elaboração de indicadores de pobreza – usando metodologia do Ipea – aprofundamento das análises da PNAD e análise do impacto de determinadas empresas e grandes projetos, especialmente os ambientais”, disse.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também possui um escritório em João Pessoa (PB), além da sede em Brasília e da representação no Rio de Janeiro. Em breve, será aberto um escritório em Curitiba (PR).

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